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Novo diretor do BC, Aldo Mendes tem experiência em bancos

Responsável pela Política Monetária do Banco Central trabalhou em transações da Nossa Caixa e Banco de SC

Fabio Graner e Fernando Nakagawa, da Agência Estado,

16 de novembro de 2009 | 22h26

Indicado para substituir Mário Torós na diretoria de Política Monetária do Banco Central, Aldo Luiz Mendes conhece bem o negócio bancário. Quando era vice-presidente de Finanças do Banco do Brasil, Mendes foi responsável pelas negociações de compra e incorporação do Votorantim, da Nossa Caixa, do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) e do Banco do Estado do Piauí (BEP).  

 

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Mendes deixou o Banco do Brasil, em abril deste ano, por decisão do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que afastou o executivo juntamente com o então presidente do BB, Antonio Lima Neto. Mantega não concordava com a resistência da presidência do Banco em reduzir as taxas de juros dos empréstimos oferecidos pela instituição. Atualmente, ele presidia a Companhia de Seguros Aliança do Brasil e há algum tempo negociava sua ida para o BC, em conversas com Meirelles.

 

O convite de Meirelles , segundo fontes, não deveria ser interpretado como uma ação contrária à decisão de Mantega. Ontem, assessores do ministro comentavam que o substituto de Torós é "uma pessoa muito boa" e que a escolha de seu nome não teve a oposição por parte do ministro da Fazenda.

 

Segundo essa fonte, Aldo Mendes é extremamente técnico e equilibrado, sem poder ser enquadrado como um perfil desenvolvimentista ou ultra-ortodoxo. Embora Mendes tenha, em alguns momentos, considerado que o BC poderia ter avançado mais na queda dos juros, ele não acredita na tese de que o desenvolvimento tem que ocorrer a qualquer custo, colocando a estabilidade em risco.

 

Responsável pela área de finanças do BB, Mendes tinha freqüente relacionamento com a diretoria do BC, especialmente com a área de Normas, que é comandada por Alexandre Tombini, cotado para substituir o presidente do BC, Henrique Meirelles, no caso de ele, de fato, se afastar do Banco para se candidatar a um cargo eletivo no próximo ano. Também são boas as relações entre Mendes e a diretoria de Liquidações, comandada pelo amigo dele, Gustavo do Vale. "Ele tem muita interlocução no BC", disse a fonte.

 

Funcionário de carreira do Banco do Brasil, a primeira indicação para o cargo de diretor da instituição aconteceu no governo de Fernando Henrique Cardoso. Já no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, sob o comando do ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, Aldo Mendes, se fixou no cargo de diretor de mercado de capitais e, depois, promovido a vice-presidente do BB. A sua transferência do banco federal para a Companhia Aliança de Seguros foi decisão do ministro da Fazenda, Guido Mantega.

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