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Novo diretor do BC diz que 'não existem grandes pedras'

O novo diretor de Política Monetária do Banco Central, Aldo Luiz Mendes, disse hoje que "não existem grandes pedras" no trabalho que tem à frente na instituição. Em entrevista concedida após a cerimônia de sua posse, ele afirmou que a inflação segue em trajetória benigna e o crescimento da economia para 2010 indica expansão de pelo menos 5%. "Este é um cenário muito positivo, não consigo ver, felizmente, nenhum grande obstáculo no futuro. O meu maior desafio será o de dar continuidade ao trabalho que vinha sendo feito por Mario Torós."

FABIO GRANER E FERNANDO NAKAGAWA, Agencia Estado

30 de novembro de 2009 | 19h53

Durante a entrevista, Mendes elogiou o seu antecessor ao afirmar que Torós é um "grande economista e um excelente técnico". O novo diretor não quis comentar a polêmica entrevista concedida por Torós dias antes de sua saída. Disse, porém, que os diretores do Banco Central, pelo cargo, devem ter "parcimônia". Sobre uma eventual saída de Henrique Meirelles da presidência do BC para disputar as eleições do próximo ano, Mendes afirmou que é um técnico e que, por isso não discute questões políticas.

Taxa de juros

O novo diretor afirmou que a tendência da taxa de juros cobrada ao consumidor é de queda bem como dos spreads bancários. Mas, segundo ele, é possível trabalhar com medidas para acelerar a queda nos spreads. Ele não mencionou nenhuma nova medida, mas explicou que medidas adotadas no passado recente, como portabilidade do crédito, que reforçam a concorrência no sistema financeiro, podem receber melhorias para se tornarem mais efetivas.

Mendes ressaltou a importância do Senado aprovar o projeto de lei que cria o cadastro positivo porque isso vai ajudar a reduzir a inadimplência e melhorar a análise de risco, por parte dos bancos, o que leva à redução dos riscos e dos spreads.

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