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Novo empresário desafia a crise

Ousados, empreendedores veem oportunidade para abrir negócios

Marianna Aragão, O Estadao de S.Paulo

07 de fevereiro de 2009 | 00h00

A crise financeira deixou o mundo pouco convidativo para novos negócios. Afinal, falta de crédito, corte de custos e pessimismo são palavras impensáveis no vocabulário dos empreendedores - aficionados por inventar, inovar e crescer. Mas muitos têm provado que pôr uma ideia em prática em meio à crise não é tarefa impossível. A ousadia, aliás, pode significar sabedoria amanhã, como mostram empresas como HP e FedEx, criadas por empresários que desafiaram crises como a de 1929 e a do Petróleo (1973), respectivamente. (veja texto)Foi com esse pensamento que Diego Briguenti, de 26 anos, resolveu nadar contra a correnteza nos últimos meses. Em julho, ele começou a construir seu empreendimento, um hangar para aviões executivos com serviços como segurança, escritório e internet. Foram R$ 5 milhões aplicados. Dois meses depois, com as obras a pleno vapor, veio a crise. "Apesar de alguns clientes terem adiados pedidos que julgávamos fechados, não desistimos", diz Briguenti.Segundo ele, a turbulência até trouxe surpresas positivas. "Como os ativos estão desvalorizados, conseguimos um custo de construção menor. Agora é a hora de comprar mais barato", afirma. A tranquilidade se deve, em boa parte, porque o empreendimento foi todo erguido com capital próprio. "Pensamos em buscar recursos no mercado financeiro, mas deixamos a opção de lado com a chegada da crise." Na semana passada, a Nest Aviation foi inaugurada em Campinas, com três contratos fechados e muita comemoração. "Estamos peitando a crise."O paulista Lucas Ribeiro, de 27 anos, também não teve medo da crise. Mas precisou enfrentar alguns percalços potencializados por ela. A construção da primeira loja da rede de restaurantes de comida japonesa Meu Sushi ficou parada por mais de um mês no ano passado. Culpa do crédito, que minguou nos bancos a partir de setembro. "Tudo correu rápido até então", conta. Foi salvo por uma parceria com fornecedor, que tornou viáveis investimentos em tecnologia e em decoração. "Empreendedor tem de ter vários planos na manga", diz Ribeiro, que junto com três sócios empregou R$ 2 milhões no negócio. Com um pequeno atraso, a primeira loja abriu na semana passada em São Paulo. "Quem abre frágil tem mais chances de quebrar, por isso esperamos. Não dá para errar nesse momento." A expectativa dos empresários é chegar a um faturamento mensal de R$ 200 mil este ano e abrir a segunda loja da rede até maio.A empresa de tecnologia TVMoob conseguiu ficar de pé em janeiro, depois de penar um bocado. O empreendedor Leonardo Lopes, de 32 anos, desenvolveu a ideia - um site de vídeos patrocinados -, mas precisava do dinheiro. Era outubro, auge da crise, e investidores e empresas se mostraram fechados. "Pensei: ou paro tudo agora ou continuo. Mas o lado empreendedor falou mais alto." Tempo depois, conseguiu a entrada do fundo de capital Head Investimento, que aplicou R$ 1,5 milhão no negócio. O site já está no ar.

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