Novo governo da Grécia assume e descarta demitir servidores

Anúncio pacifica os sindicatos, mas pode colocar o novo governo em rota de colisão com os credores internacionais, que exigem cortes nos gastos públicos

Renato Matins, da Agência Estado,

21 de junho de 2012 | 16h47

O novo governo da Grécia, formado por três partidos, assumiu nesta quinta-feira, 21, e descartou demissões em massa de servidores públicos. O anúncio pode pacificar os sindicatos, mas pode colocar o novo governo grego em rota de colisão com os credores internacionais, que exigem cortes drásticos nos gastos públicos.

"Os três partidos concordaram em não fazer demissões no setor público e em reduzir seu tamanho por meio de aposentadorias. O objetivo é administrar a crise, abrir caminho para a via do crescimento e revisar os memorandos dos empréstimos sem colocar em risco a posição europeia do país ou sua presença no euro", diz comunicado do gabinete do primeiro-ministro Antonis Samaras. O texto também confirma que o governo da Grécia vai tentar obter uma revisão dos termos do pacote de ajuda de € 173 bilhões concedido ao país.

Desde o início da crise, o setor público da Grécia já sofreu uma redução de 700 mil funcionários, ou 10% do total anterior, e os acordos com o FMI, a União Europeia e o Banco Central Europeu (BCE) preveem que outros 150 mil sejam demitidos até 2015.

A declaração do governo grego foi feita num momento em que os ministros das Finanças dos países da zona do euro estão reunidos em Luxemburgo para discutir, entre outros assuntos, o programa de reformas econômicas da Grécia. Um dos temas que podem estar sendo discutidos é um pedido de prorrogação por dois anos dos prazos previstos nos acordos. As informações são da Dow Jones

Tudo o que sabemos sobre:
Gréciacriseeuro

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.