Novo Ibovespa movimenta Bolsa

O mercado financeiro gostou dos números sobre a economia norte-americana, mas não chegou a refletir grande otimismo diante disso. A taxa de desemprego de agosto ficou em 4,1%. A expectativa era de 4%. Em relação ao número de vagas criadas, foi registrado um recuo de 105 mil. Trata-se da maior baixa em nove anos, o que indica a desaceleração da economia dos EUA. No mercado acionário, também a entrada da nova carteira do Ibovespa - Índice que mede a valorização das ações de empresas mais negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) - influenciou os negócios. No início da tarde, a Bovespa operava com alta de 1,11%. O volume de negócios gira em torno de R$ 440 milhões e projeta para R$ 880 milhões até o final do pregão.Alguns papéis estão devolvendo exageros da oscilação de ontem e são destaques no mercado. As ações preferenciais (PN, sem direito a voto) da Telerj, que ontem caíram 6,8% por ter perdido peso no Ibovespa, hoje subiram 6,44% até o início da tarde. Copel PN também subia em torno de 6%, depois de ter caído forte ontem. Juros e câmbioCom as boas notícias do mercado internacional, as taxas de juros encontraram um certo equilíbrio esta manhã. No início da tarde, os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 17,040% no início da tarde - estáveis em relação ao fechamento de ontem. A divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) ontem sinalizou que a inflação pode comprometer a queda mais acentuada dos juros nesse ano (veja mais informações no link abaixo). A perspectiva de que a taxa básica de juros - Selic - pudesse chegar ao final do ano em 15% ao ano foi deixada de lado. O novo cenário aponta agora para um patamar de 16% ao ano. O mercado de câmbio também apresentou poucas oscilações durante a manhã. Foram registradas poucas entradas e saídas de dólares do País até o início da tarde. O dólar comercial está cotado a R$ 1,8250 na ponta de venda dos negócios - uma alta de 0,05% em relação aos últimos negócios de ontem.

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