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Novo índice de desemprego real focará mercado informal

Indicador deve ser criado até o fim do ano e vai se basear em dados do Caged e da Relação Anual de Informações Sociais

Anne Warth, da Agência Estado,

25 de fevereiro de 2011 | 12h27

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse que a taxa de desemprego real, índice que pretende criar até o fim do ano, vai se basear em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e dará ênfase ao mercado de trabalho informal. Em entrevista após se reunir com empresários na sede da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Lupi defendeu sua iniciativa, embora tenha ressaltado que ela está em fase embrionária.

Na avaliação dele, as instituições que medem a taxa de desemprego atualmente no País utilizam como base para a pesquisa uma amostragem restrita a algumas regiões metropolitanas brasileiras. "A pesquisa de desemprego do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), por exemplo, é feita em apenas sete regiões metropolitanas. Não mostra o Brasil como um todo e não tem uma fotografia mais ampla do processo", afirmou. "Eu acho que para ter a taxa de desemprego real tem que pegar o Brasil inteiro, e é nisso que eu estou trabalhando."

De acordo com o ministro, os índices de desemprego atuais não captam a realidade do mercado informal, de autônomos e de profissionais liberais. "Fala-se muito na mão de obra informal, mas há muito deformação na informalidade. Um autônomo não é formal porque não quer", disse o ministro, referindo-se a ele mesmo, que já foi jornaleiro e dono de banca de revistas no Rio de Janeiro. "A distorção na taxa de desemprego acontece porque ela não considera essas situações", afirmou.

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