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Novo líder do governo diz que não negociou contrapartidas à manutenção de veto de reajuste salarial

O deputado Ricardo Barros afirmou que quis demonstrar aos parlamentares o prejuízo que liberação do reajuste traria ao País, mas que nada foi negociado em troca

Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo

21 de agosto de 2020 | 16h03

BRASÍLIA - O novo líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), negou que tenha havido negociação em troca de apoio na votação de quinta-feira, 20, sobre o veto do presidente Jair Bolsonaro ao reajuste dos salários dos servidores.

 “É vedado, enquanto eu for líder, negociar no dia da votação, na hora das votações. Toda vez que surgir uma votação, votaremos com a base que temos. No dia da votação, nenhum voto será negociado. Se eu permitir isso, vai virar um inferno a nossa vida”, disse. “Aí, todo mundo vai vir  ou me dá isso ou eu não voto. A gente não pode trabalhar desse jeito.”

Barros disse que a base de apoio ao governo se constrói dentro de uma parceria tendo em vista "questões mais republicanas possíveis". Ele disse que, nas conversas com os parlamentares, quis demonstrar o prejuízo que a derrubada do veto aos reajustes do funcionalismo causava para o Brasil e que nada foi negociado com os congressistas em troca.

O Estadão mostrou que a manutenção do veto ao reajuste dos servidores pela Câmara foi atrelada a mais recursos do Orçamento deste ano para emendas parlamentares, à prorrogação do auxílio emergencial e até mesmo à possibilidade de Estados e municípios usarem recursos do Fundo Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), principal fonte de financiamento da educação, para o pagamento de aposentados. 

Barros nega. Diz que o projeto para destinação de R$ 5 bilhões já estava previsto e que será votado na próxima quarta-feira. 

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