Novo Mercado: poucos negócios preocupam

A questão da falta de negócios é um dos pontos que mais preocupam os analistas quando se traçam as perspectivas para o Novo Mercado. Afinal, para que os investidores se disponham a pagar um prêmio por uma ação, não basta que a empresa respeite os direitos dos acionistas minoritários. É importante também que os papéis sejam bastante negociados, pois fica mais fácil entrar e sair deles. O gerente de Renda Variável da Sul América Investimentos, André Lapponi, entende que, para aumentar a negociação, a Bovespa deve incentivar que bancos e corretoras atuem como market makers (formadores de mercado), garantindo a compra e venda de ações, o que asseguraria um volume mínimo ao mercado. A superintendente de Relações com Empresas da Bovespa, Maria Helena Santana, diz que a instituição está atenta a isso. Embora os estudos ainda estejam em fase preliminar, ela diz que é possível que a Bovespa adote um mecanismo como o dos market makers.O analista-chefe da Lloyds Asset Management (LAM), Luiz Codorniz, entende que não são necessárias muitas ações para que o Novo Mercado entre em funcionamento. Ele cita o exemplo do Neuer Markt alemão, que serviu de inspiração para o projeto da nova bolsa: "Eles começaram com ações de 3 empresas e hoje há mais de 200 ações sendo negociadas."

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