Novo Mercado: sucesso dependerá da estréia

O Novo Mercado que, segundo a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), deve entrar em vigor no fim do primeiro trimestre de 2001, deve demorar para ganhar fôlego. De acordo com analistas, somente quando o mercado acionário retomar os bons resultados é que o Novo Mercado poderá deslanchar. A expectativa é que as grandes empresas, que já adotaram regras de respeito aos minoritários e transparência de informações - a chamada governança corporativa -, sejam o grande atrativo do Novo Mercado. Para o diretor de administração de carteiras da Lloyds Asset Management, Marcelo Maneo de Oliveira, será preciso "empresas muito boas na estréia, com alto retorno em dividendos". Opinião semelhante tem o presidente da associação dos acionistas minoritários, Waldir Correa. "Somente quando os investidores começarem a obter lucros com as empresas que aderirem ao Novo Mercado e as companhias conseguirem retorno financeiro com a adesão, o mercado vai deslanchar, com o surgimento de mais interessados". Apesar de o novo mercado ser considerado um avanço, algumas regras são consideradas rígidas. Para Correa, a determinação de que a empresa deve garantir maioria aos minoritários no conselho fiscal é uma exigência rígida demais que pode afastar interessados. Segundo o presidente da Associação das Empresas de Capital Aberto (Abrasca), Alfred Ploger, as empresas de capital fechado no Brasil não têm estrutura para as exigências. Veja mais informações sobre o assunto nos links abaixo.

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