Novo mínimo injeta R$ 15 bilhões no mercado, diz Lula

No seu programa semanal de rádio, Café com o Presidente,retransmitido pela rede Radiobrás, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, explicou que editou uma Medida Provisória para o salário mínimo, com o temor de que o Congresso até o final de abril não o tivesse aprovado, como havia prometido aos sindicatos que negociaram o novo valor de R$ 350,00. Lula enfatizou que o aumento do mínimo concedido agora, é "o maior aumento real do salário mínimos dos últimos dez anos. Portanto, eles sabem que o aumento real de 13% e uma inflação de 4,5% é um aumento considerado muito bom. Mas é importante lembrar que essa quantia vai conseguir injetar na economia brasileira aproximadamente R$ 15 bilhões". Segundo o presidente, esse aumento real do salário " vai dinamizar ainda mais o poder de compra dos trabalhadores, ainda mais o comércio, portanto, eu acho que contrariando aqueles que diziam - e que dizem ainda - que é preciso crescer para distribuir, nós estamos provando que é possível distribuir para crescer". Lula também enfatizou o aumento do poder aquisitivo com o novo salário mínimo. "Quando nós tomamos posse, o salário mínimo dava para comprar um pouco mais que uma cesta básica, por exemplo, 1,3 cesta básica. Hoje, o salário mínimo pode comprar duas cestas básicas. Um pouco mais até: 2,2 cestas básicas. Ou, seja, significa que praticamente dobrou o poder aquisitivo do trabalhador brasileiro, no que diz respeito à cesta básica". O presidente também disse que a correção de 8% na tabela do Imposto de Renda, é um ganho a mais para o trabalhador, principalmente para "os trabalhadores operários, bancários, porque durante muito tempo não se fez correção da tabela do imposto de renda". "Então, o que nós fizemos foi, em 2005, uma correção de 10%, em 2006 fizemos uma correção de 8% e pretendemos continuar fazendo as correções que forem necessárias para que possamos fazer com a política de imposto de renda, justiça social. Ou seja, cobrar mais de quem ganha mais e favorecer aquelas pessoas que ganham menos. Porque não é justo que um trabalhador, por fazer uma hora-extra a mais no final do mês, tenha de pagar em imposto de renda daquele dinheiro que ele suou para ganhar".

Agencia Estado,

03 Abril 2006 | 07h44

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