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Novo mínimo injetará R$ 15 bilhões na economia, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no seu programa semanal de rádio, o Café com o Presidente, salientou hoje como fato histórico, a reunião entre as centrais sindicais e o governo para decidir sobre o salário mínimo de 2006, que ficou em R$ 350,00 a partir de abril. "Estou convencido que, pelo fato de injetarmos R$ 15 bilhões na economia com o aumento do salário mínimo, vamos poder acreditar que o ano de 2006 será um ano muito bom para o Brasil. Será o ano de crescimento econômico, será um ano de aumento de produtividade, será um ano de crescimento das exportações".Lula destacou também a antecipação de reajusto do mínimo de 1º de maio para 1º de abril. "Isso significa um aumento real de 13% numa inflação de 5%, que é um bom aumento. Obviamente que o salário mínimo nunca será o ideal, porque ele é o mínimo. Todos nós trabalhamos para que o trabalhador possa ganhar o salário máximo e não o salário mínimo", afirmou.Ao analisar a economia em 2005, o presidente disse estar convencido de que "o crescimento foi resultado de um processo que passou por um forte ajuste em 2003. "Colhemos os primeiros resultados em 2004. Acontece que tivemos um terceiro trimestre fraco em 2005. O PIB não cresceu tanto quanto gostaríamos, mas já a partir de outubro, nós conseguimos perceber sinais, em vários setores, de que a economia ia crescer. É para isso que nós trabalhamos e é nisso que nós apostamos, num novo ciclo de crescimento econômico para o Brasil, de forma sustentável".HanseníaseAo comentar o dia mundial de combate à Hanseníase, comemorado no domingo, Lula salientou que o governo está engajado e comprometido com o movimento para diminuir a hanseníase no Brasil. "A hanseníase tem cura. Está provado que tem cura há mais de 50 anos e, portanto, nós temos de ter uma política sanitária muito forte em todo o território nacional. É um compromisso do Ministério da Saúde, assumido com as organizações que cuidam da hanseníase no Brasil. Nós já diminuímos bastante e vamos diminuir muito mais", explicou. Segundo Lula, na próxima semana, o governo discute com um grupo interministerial políticas públicas para cuidar das pessoas que são portadoras de hanseníase e estão isoladas e em colônias, tratadas como se fossem indigentes. "Nós vamos cuidar dessas pessoas como deve ser tratado todo o povo brasileiro", afirmou.

Agencia Estado,

30 de janeiro de 2006 | 08h10

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