Novo ministro japonês defende intervenção no câmbio

O novo ministro das Finanças do Japão, Sadakazu Tanigaki, afirmou que não descartaria uma intervenção de larga escala no mercado cambial, caso as moedas saíssem drasticamente de sua sincronia com os fundamentos econômicos. "No caso de as cotações não refletirem os fundamentos, tudo é possível", disse o futuro novo ministro japonês. Tanigaki, de 58 anos, foi anunciado no início do dia como futuro ocupante do Ministério das Finanças do Japão. Ele susbstituirá Masajuro Shiokawa, de 81 anos, que tinha pedido para sair do posto de ministro na reformulação ministerial conduzida pelo primeiro-ministro Junichiro Koizumi. O premiê japonês anunciou essa manhã seu novo gabinete, após ter sido reeleito presidente do governista Partido Liberal Democrático no sábado. Como tradicionalmente ocorre por ocasião das eleições no PLD, todos os ministros de primeiro escalão do Japão apresentaram suas renúncias, abrindo caminho para que o premiê promovesse as mudanças necessárias para seu novo mandato. Apesar da forte oposição dentro de seu partido, Koizumi manteve Heizo Takenaka como chefe do departamento de reforma do sistema bancário. O pulso firme de Takenaka para pressionar os bancos a reduzirem o volume de seus créditos podres o tornou pouco popular entre membros do partido governista, mas a sua atitude tem sido bem recebida por economistas e investidores.A substituição de Shiokawa, que pediu para sair do governo após alegar problemas de saúde, não deve representar uma alteração nos rumos da política econômica. Koizumi disse que seu novo gabiente reflete a sua disposição de acelerar as necessárias reformas estruturais do país. O premiê, no entanto, declarou que não haverá nenhuma mudança de diretriz com o novo gabinete.

Agencia Estado,

22 de setembro de 2003 | 09h23

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