Novo modelo elétrico é avanço, diz presidente da Eletrobrás

O presidente da Eletrobrás, Luiz Pinguelli Rosa, considera o novo modelo para o setor elétrico anunciado na segunda-feira pelo governo "um avanço", no sentido de rever o que ele chama de política neoliberal que a administração anterior implementou no setor elétrico. Só que, após o anúncio das diretrizes, há a necessidade da implementação das medidas. "E muitas questões relativas às empresas do grupo Eletrobrás precisarão ser discutidas", disse Pinguelli em entrevista à Agência Estado. O sistema Eletrobrás é responsável pelo suprimento de cerca de 60% da energia elétrica gerada no País. Uma das questões mais delicadas é a referente às tarifas. Pinguelli considera que os preços praticados pelas empresas do grupo Eletrobrás (Chesf, Furnas, Eletronorte, Eletronuclear) já estão em patamares baixos e ele não vê espaço para novas reduções, visando a compor um "preço médio" mais barato. As tarifas das térmicas são mais elevadas e, pelo novo modelo, haveria uma "mistura" entre a energia mais barata das hidrelétricas com a dessas usinas. Isso de acordo com os contratos administrados pela nova empresa a ser criada, a Administradora de Contratos de Energia Elétrica, resultando em preço mais baixo para o consumidor final. Pinguelli pede esforço geral Pinguelli considera também que não só o grupo Eletrobrás deve fazer esforço para fornecer energia mais barata para o "pool" comprador. Ele observa que há muitas hidrelétricas do setor privado que estão com tarifas superiores às do grupo Eletrobrás, assim como empresas controladas pelos governos estaduais, como é o caso de Cemig (Minas Gerais), Cesp (São Paulo) e Celesc (Santa Catarina). "Há hidrelétricas do setor privado com tarifas duas vezes mais altas que as do grupo Eletrobrás. Essas empresas também precisam ser analisadas nesse contexto", observou. No caso de Itaipu, responsável por 20% da energia elétrica gerada no País, Pinguelli observa que há a necessidade de envolvimento do Ministério das Relações Exteriores, já que a usina é um empreendimento binacional (Brasil e Paraguai) e sujeito a tratados internacionais.

Agencia Estado,

23 Julho 2003 | 13h42

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