Novo modelo elétrico terá que reduzir taxa e elevar segurança

O novo modelo do setor elétrico terá dois desafios importantes e aparentemente excludentes, na opinião do diretor do Ilumina, Roberto D´Araújo: reduzir as tarifas de energia e garantir a segurança do setor elétrico. Para o especialista, que assessorou a diretoria da Eletrobrás no início do governo Lula, a redução das tarifas é necessária por conta da grande elevação ocorrida nos últimos anos."As tarifas de energia elétrica para as residências apresentaram um aumento real de 52%, tomando-se como base o IPC", disse D´Araújo, que participou hoje do Congresso Brasileiro de Energia, que está sendo realizado no Rio de Janeiro (RJ). Ao mesmo tempo, disse ele, a renda da população apresentou uma redução de 20%.O especialista questionou a idéia de que a economia brasileira está desindexada. "Há uma clara indexação", disse ele, referindo-se ao atrelamento das tarifas de energia elétrica ao IGPM. "Aplausos para o novo modelo do setor, que está trocando o índice", acrescentou, numa alusão à definição do IPCA como indexador para a energia velha a ser negociada entre geradores e distribuidores no megaleilão previsto para dezembro.D´Araújo acrescentou que considera que há custos "oclusos" no setor elétrico, citando como exemplos as amortizações, o mercado de curto prazo e a produtividade. Ele disse também que os Estados norte-americanos que apresentam tarifas mais baixas são os que têm predominância do serviço público, em contrapartida à presença de produtores independentes, e que têm hidrelétricas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.