Petros Karadjias/AP
Petros Karadjias/AP

Novo partido de esquerda da Grécia vai concorrer em eleições antecipadas

Rebeldes contrários ao plano de austeridade imposto por credores à Grécia deixaram o Syriza para formar partido, um dia após a renúncia do primeiro-ministro Alexis Tsipras

O Estado de S. Paulo

21 de agosto de 2015 | 08h28

Dissidentes do partido governista da Grécia, o esquerdista Syriza, deixaram nesta sexta-feira, 21, a legenda e formaram um novo movimento de oposição a medidas de austeridade, um dia depois de Alexis Tsipras renunciar como primeiro-ministro e convocar eleições antecipadas para setembro. Num gesto inesperado, 25 parlamentares linha-dura anunciaram sua saída do Syriza e a criação de um novo partido, o Unidade Popular, que irá concorrer contra Tsipras nas eleições do próximo mês.

O Unidade Popular será liderado pelo ex-ministro de Energia Panagiotis Lafazanis, que é contrário às medidas impostas pelos credores internacionais da Grécia em troca de nova ajuda financeira. Outros integrantes do partido argumentam que o país precisa abandonar a zona do euro para conseguir superar seus problemas econômicos.

Tsipras decidiu entregar o cargo diante da crescente dissidência dentro de seu partido e numa tentativa de retornar ao poder fortalecido. A decisão veio horas depois de a Grécia receber a primeira parcela de € 13 bilhões de seu terceiro pacote de resgate, que tem valor total de € 86 bilhões, e de saldar com o Banco Central Europeu (BCE) uma dívida de € 3,2 bilhões que venceu na quinta-feira.

O presidente grego, Prokopis Pavlopoulos, concedeu mandato ao líder do principal partido de oposição do país, Evangelos Meimarakis, para a formação de um novo governo. Num procedimento formal determinado pela Constituição, que não deverá evitar a realização de novas eleições, Meimarakis terá três dias para tentar reunir maioria e formar um novo governo. 

(Com informações da Dow Jones)

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