Novo plano quinquenal da Eletrobrás vai trazer tecnologia e visão para novos investimentos

De acordo com o presidente da empresa, Wilson Ferreira Júnior, o plano já trará uma visão diferente dos anteriores, levando em conta os recursos que vão entrar com a capitalização

Denise Luna, O Estado de S.Paulo

10 de dezembro de 2019 | 19h47

RIO - A Eletrobrás vai apresentar no início do ano que vem o seu Plano Diretor de Negócios e Gestão 2020-2024, que começa a ser avaliado na próxima semana. De acordo com o presidente da empresa, Wilson Ferreira Júnior, o plano já trará uma visão diferente dos anteriores, levando em conta os recursos que vão entrar com a capitalização e as perspectivas para uma empresa mais fortalecida e automatizada após a operação.

Um dos argumentos utilizados por Ferreira e outros membros do governo para a perda do controle da estatal pela União é a falta de capacidade de investimentos. Na última sexta-feira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a Eletrobrás estaria condenada à morte se não fosse privatizada.

Sem poder antecipar o conteúdo do novo plano, Ferreira lembrou que a empresa no momento tem poucos projetos. "Além dos parques eólicos de 250 MW que vamos entregar até janeiro, temos Angra 3 entrando em 2026", informou, prevendo que no PDNG 2020-2024 deverá haver a sinalização de novos investimentos viabilizados com a capitalização.

Além disso, o novo plano deve reservar uma boa parte dos investimentos para a área de tecnologia, visando suprir a redução do quadro de empregados da Eletrobrás nos últimos três anos, decorrente de planos de demissão ou aposentadoria voluntárias. Há três anos, quando Ferreira assumiu a presidência, a Eletrobrás tinha 26 mil empregados. Hoje são 12,5 mil e podem chegar a 12 mil até o final do ano, segundo o executivo.

"A companhia precisa, para reduzir gente, melhorar sua tecnologia. Então precisamos dar um próximo passo tecnológico, fazer automações nas subestações das usinas, repotencialização de usinas hidrelétricas, modernização de linhas de transmissão...vamos dar nossas primeiras visões de investimento", explicou.

Ferreira ressaltou que a Eletrobrás tem tudo para ser uma das três maiores empresas de energia do mundo até 2030, mas que para isso precisa crescer, e não conseguirá fazer isso como estatal.

"Só vai ser empresa grande e global se você crescer ela. A companhia é a mesma desde que eu entrei, mas tinha 55% (linhas) de transmissão e hoje tem 45%; tinha 35% da geração e agora tem 30%", exemplificou, lembrando que se o País crescer como está previsto, vai precisar de mais energia, e para manter ou aumentar sua fatia de mercado a Eletrobrás terá que investir.

"Nesse trimestre se esperava 0,4% (de crescimento do PIB) e deu 0,6%. Já se fala em 2,5% ano que vem e precisa de energia para isso, energia eólica, solar, hidrelétrica, e com dinheiro ela (Eletrobrás) vai poder fazer isso muito melhor", afirmou.

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