Novo presidente da Conab será definido em breve

O novo ministro da Agricultura, Wagner Rossi, afirmou que o nome do novo presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) será conhecido nos próximos dias. Rossi e o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, foram encarregados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de encontrar "solução interna" para ocupar a presidência da estatal, contou o novo ministro.

FABÍOLA SALVADOR, Agencia Estado

31 de março de 2010 | 18h52

Enquanto não há uma definição sobre o novo presidente, o cargo será ocupado temporariamente pelo diretor administrativo da estatal, Alexandre Aguiar. Rossi disse que pretende levar no máximo quatro pessoas da Conab para o Ministério da Agricultura. Após solenidade de posse, ele reafirmou que poderá fazer mudanças mínimas na estrutura da pasta. "Não estou dizendo que não vou mudar. Como ministro, tenho a prerrogativa de mudar", enfatizou.

Ele negou, no entanto, que suas escolhas tenham base política. "É preciso ter cautela. Não se pode fazer foguetório com nada", disse. Rossi disse que suas escolhas são técnicas e que pelo menos dois de seus indicados já tinham ocupados cargos no governo de São Paulo. Além disso, disse, os indicados são produtores rurais, ou seja, conhecem a realidade do campo.

Rossi disse ainda que concorda com o presidente Lula, que critica os países que "destruíram a natureza" e que agora cobram uma postura sustentável do Brasil. "Não venham nos dar lição de como cuidar do meio ambiente", comentou. Sobre as mudanças na legislação ambiental, ele disse que a participação do Congresso Nacional na discussão é fundamental. Ele criticou os ambientalistas, que, segundo ele, "têm as melhores das intenções, mas estão muito distantes do setor produtivo".

Sobre as políticas de apoio à comercialização da safra de grãos, o novo ministro citou as dificuldades para escoar a produção de milho. "Os estoques de milho da Conab somam 6 milhões de toneladas. A produtividade da safrinha é muito boa", comentou.

Em seu discurso, Rossi destacou sua relação com o campo. "Meus avós, imigrantes italianos, chegaram a Guariba, perto de Ribeirão Preto, derrubaram a mata, o que, naquela época não era pecado, era obrigação, e, ao final de três anos, compraram o primeiro sítio. Minha origem está na terra", completou.

Tudo o que sabemos sobre:
agriculturaConabWagner Rossiambiente

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.