André Dusek|Estadão
André Dusek|Estadão

Novo presidente da Vale deve ser 'nome do mercado'

Vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade afirmou que Temer comunicou a decisão na última semana

Erich Decat, O Estado de S.Paulo

20 de fevereiro de 2017 | 15h27

BRASÍLIA - Apesar da pressão de integrantes da base aliada, o presidente Michel Temer deverá escolher um nome do mercado para substituir o atual presidente da Vale, Murilo Ferreira. O dirigente foi escolhido pela ex-presidente Dilma Rousseff em 2011 e deve permanecer no cargo até o próximo mês de maio, quando expira o seu mandato. Para o lugar dele, Temer teria dito a interlocutores que deverá escolher alguém que tenha "trânsito" com o mercado. 

"O presidente me disse que vai indicar um nome de mercado. Não vai ser um nome da bancada do PMDB, nem do Aécio Neves. Ou seja, não será ninguém partidário", afirmou o vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade (PMDB). O peemedebista e Temer conversaram sobre o tema na última quarta-feira, 16. "O presidente disse que será um nome que também tenha consenso entre os sócios e o governo", ressaltou Andrade. A Vale tem como sócios fundos de pensão de estatais, como Previ (Banco do Brasil), BNDES e Bradesco. 

Entre aqueles que reivindicam a indicação para o comando da Vale estão integrantes da bancada do PMDB de Minas Gerais, na qual Andrade tem forte influência. Representantes da cúpula do PSDB também têm interesse.

Segundo auxiliares de Temer, o presidente ainda não definiu um nome, nem o perfil que será indicado para a presidência da Vale. A data da indicação também não foi acertada internamente.

Nesta segunda-feira, 20, a mineradora divulgou em fato relevante que seu novo acordo de acionistas, que entrará em vigor em maio, dispõe de proposta para listar a companhia no segmento Novo Mercado da BM&FBovespa - o que renderia benefícios a acionistas minoritários - e transformá-la em sociedade sem controle definido. O mercado financeiro recebeu bem a notícia, o que levou à forte alta das ações da mineradora na Bovespa e também a um rali dos papéis da Bradespar, uma das acionistas da companhia.

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