Novo presidente da Varig é Marcelo Bottini

A Varig confirmou hoje a escolha de Marcelo Willian Bottini para a presidência da companhia aérea, em substituição a Omar Carneiro da Cunha. Bottini foi indicado pelo novo presidente do conselho de administração, o engenheiro Humberto Rodrigues Filho, que substituiu David Zylbersztajn. Em nota, a Varig informa que Bottini tem 45 anos e é funcionário de carreira da empresa, onde foi admitido em 1979. Ele já foi diretor comercial da companhia aérea uruguaia Pluna, diretor de Vendas da Varig e, desde setembro deste ano, assumiu a Vice-Presidência Comercial da empresa. Ele é também presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Aerus de Seguridade Social. Para assumir a função, Bottini renunciou ao cargo de curador da Fundação Ruben Berta. Para a vice-presidência do conselho de administração foi escolhido Sergio de Almeida Bruni. O presidente do conselho de curadores da Fundação Ruben Berta (FRB), Cesar Curi, demitiu Zylbersztajn na sexta-feira, juntamente com Carneiro da Cunha e os conselheiros Marcos Azambuja e Eleazar de Carvalho Filho. Demissões As demissões pegaram o mercado de surpresa, embora alguns de seus credores já soubessem que aconteceriam. Os motivos, oficialmente, foram as demissões de 156 pilotos na quarta-feira passada, o que levou o sindicato a pedir a destituição do conselho de administração; e a "continuidade do Fato Relevante", publicado no dia 13 de outubro. Por meio desse documento, a fundação oficializou a venda de ativos da Varig e permitiu a participação de credores nos conselhos de administração das empresas do Grupo, processo que teve início agora. Fontes do mercado, porém, sustentam a existência de outros motivos, nascidos em função de problemas de relacionamento com os curadores da FRB e que envolvem o pagamento de US$ 2,5 milhões para o fundo americano de investimentos Matlin Patterson, para renovar a carta de intenções de compra da VarigLog, única saída antes de a TAP se firmar como investidora no processo de recuperação judicial da empresa. Essa negociação, feita à revelia da fundação, não vingou. O motivo que faltava foi a divulgação, na quinta-feira passada, do crescimento de 155% no prejuízo de R$ 778,2 milhões da Varig de janeiro a setembro, em relação ao mesmo período do ano passado. A VarigLog e a VEM foram compradas há cerca de duas semanas pela TAP por US$ 62 milhões, por meio de um plano elaborado pelos conselheiros que foram demitidos semana passada. O dinheiro foi usado para evitar a paralisação da companhia aérea brasileira em novembro, quando venciam dívidas com empresas americanas de arrendamento de aviões (leasing). Esses credores estavam pedindo o arresto de até 40 aeronaves da Varig, mais da metade da frota total de 78 unidades, sendo que 15 já estão paradas por falta de pagamento pelos serviços de manutenção.

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