Novo presidente do BNB promete mudar imagem da instituição

O novo presidente do Banco do Nordeste do Brasil, Roberto Smith, ao tomar posse no cargo prometeu mudar a imagem da instituição marcada pelo uso político nos financiamentos. Smith defendeu a recriação da Sudene e uma política de desenvolvimento para o Nordeste a partir de objetivos nacionais. "A nova Sudene faz parte da objetivação da esperança, qual fênix ensaiando vôos sobre novos horizontes da diversidade contida na região", disse Smith no discurso de posse, nesta terça-feira.Segundo ele, a política do Nordeste sempre foi tratada como "complementar", alheia das grandes questões nacionais. "O Nordeste não deve ser um capítulo à parte", disse Smith. "Isso implica em romper com a prática da inserção regional concebida no âmbito de políticas compensatórias. Esta é de fato uma herança histórica", afirmou.Após a cerimônia, o presidente anunciou que a nova diretoria do banco vai criar uma matriz de avaliação de risco das operações de financiamento em padrões modernos para diminuir o problema de inadimplência. "Os fundos do banco não podem virar pó", disse. Segundo ele, a diretoria vai trabalhar em "prol do banco". "A nova diretoria não está lá para ser um posto avançado do exercício de lobby", assegurou o presidente. O BNB tem um orçamento de R$ 3,2 bilhões para financiamentos neste ano.Smith também defendeu a "impessoalidade" na destinação do crédito. Ele prometeu uma ação mais forte do banco para alavancar as exportações da região. Hoje, o Nordeste é responsável por apenas 7% das exportações brasileiras. Segundo Smith, o BNB também vai ter uma participação importante no programa Fome Zero. "A integração do BNB à execução da política de segurança alimentar e ao programa Fome Zero estará voltada para o fortalecimento do mercado interno da região, como o apoio ao crescimento e sustentação do sistema produtivo envolvendo a agricultura familiar, pequenos negócios, micro, pequena e médias empresas", disse.Nessa política, o BNB vai procurar consolidar o processo de maior capilaridade e acesso ao crédito e e difusão do microcrédito. O presidente do BNB preferiu não polemizar em torno das denúncias de irregularidades da gestão anterior do ex-presidente, Byron Queiroz. "Esse assunto não é da nossa competência, mas da esfera judicial", afirmou.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.