Novo recorde do petróleo e ameaça de locaute na Noruega

Os preços do petróleo cru e brent voltaram a bater novos recordes de alta, pressionados pelos temores de interrupção da produção na Noruega, afetando negativamente os mercados internacionais na abertura dos negócios desta semana. O preço do barril WTI para dezembro, negociado em Nova York, atingiu os US$ 55,67 nesta manhã no mercado eletrônico da Nymex. O barril do brent, negociado em Londres, chegou a bater os US$ 51,90. Às 7h28 (de Brasília), o contrato do petróleo cru subia US$ 0,01 (0,02%), para US$ 55,18 o barril. O brent avançava US$ 0,03 (0,06%), para US$ 51,25 o barril. Desde o início do ano, os preços do petróleo subiram mais de 70%. Diante dessa nova escalada dos preços do petróleo, as principais bolsas de valores européias operam em baixa, com os investidores temendo um impacto negativo do custo da energia sobre a economia mundial. A explicação para a constante alta dos preços do petróleo continua sendo basicamente a mesma dos últimos meses: forte consumo, oferta limitada e estoques abaixo de níveis considerados seguros. A chegada do inverno no Hemisfério Norte, quando ocorre um aumento no consumo de combustível, também vem pressionando os preços. Diante desse cenário, qualquer notícia que sinalize uma interrupção na produção mundial, seja ela no Iraque, Nigéria, Venezuela, Arábia Saudita, Noruega, tem o efeito imediato de jogar os preços ainda mais para cima.Hoje, o temor é com a produção na Noruega, de cerca de três milhões de barris diários. A associação dos proprietários de navios cargueiros do país ameaçou expandir um movimento de paralisação da produção de gás e petróleo do país, com o objetivo de tentar encerrar uma disputa com os trabalhadores das plataformas de petróleo. "A expansão, que vai começar a partir da meia-noite de segunda-feira, 8 de novembro, terá um efeito imediato e vai interromper toda a produção de petróleo e gás na plataforma continental da Noruega dentro de uma semana", disse a associação. Uma greve de trabalhadores dos poços petrolíferos da Noruega tem afetado até agora apenas uma pequena parte da produção do país. A expectativa é de que o governo norueguês tente resolver a disputa.

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