Pablo Valadares/Agência Câmara - 27/6/2019
Pablo Valadares/Agência Câmara - 27/6/2019

Novo relatório da reforma não trará regras mais brandas para policiais, diz Maia

Declaração de presidente da Câmara contradiz líderes de bancadas, que relatam acordo para redução na idade da aposentadoria para policiais da União

Eduardo Ferreira e Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

03 de julho de 2019 | 20h17

BRASÍLIA - Ao contrário do que disseram diversas lideranças partidárias no começo da noite desta quarta-feira, 3, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), diz que o novo voto do relator da reforma da Previdência, Samuel Moreira (PSDB-SP), não trará regras mais brandas para os policiais que servem a União. Ele chegou por volta de 19h30 à sala da Comissão Especial que analisa a proposta da reforma.

“Uma concessão a policiais poderia gerar efeito cascata”, disse Maia, após reunião com Moreira e o presidente da Comissão Especial , Marcelo Ramos (PL-AM).

Mais cedo, líderes haviam afirmado que existiria um acordo para que os policiais que servem a União se aposentassem com idades menores, de 52 anos para mulheres e 53 anos para homens. No voto complementar lido, a idade mínima para ambos os gêneros na categoria era de 55 anos.

Os mesmo líderes disseram que o presidente Jair Bolsonaro teria pessoalmente ligado para os parlamentares solicitando a mudança. “Bolsonaro deve ter ligado para parlamentares. É legítimo que o presidente ache que um bom acordo é melhor que um confronto”, avaliou Maia.

Maia confirmou, porém, que não haverá nenhuma menção a Estados e municípios no novo texto. O voto complementar lido ontem por Moreira autorizava os entes a cobrarem contribuições extraordinárias dos servidores.

A Comissão Especial deve abrir nesta noite sessão para votar requerimentos e para a leitura do novo voto de Moreira. Maia disse estar otimista para o início do processo de votação do texto ainda hoje, mas lembrou da existência de requerimentos que precisam ser analisados antes. “Se não conseguir chegar no mérito hoje, fica para amanhã. A comissão deve encerrar os trabalhos nesta semana”, completou.

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