Daniel Teixeira/ AE
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Novo salário mínimo dá para comprar duas cestas básicas e mais 1 kg de carne

Governo anunciou nesta terça 14, o aumento de R$ 1.039 para R$ 1.045, que vigorará a partir de fevereiro

Marlla Sabino, O Estado de S.Paulo

14 de janeiro de 2020 | 20h16

BRASÍLIA - Com o novo salário mínimo de R$ 1.045 que vigorará a partir de fevereiro é possível comprar duas cestas básicas (R$ 1.013) e mais um quilo de carne (R$ 31.52) por mês.

De acordo com dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a cesta básica em São Paulo custava, em média, R$ 506,50 em dezembro. O valor considera itens frequentes da mesa do brasileiro como arroz, feijão, farinha, carne, café, batata e tomate.

Em São Paulo, a cesta básica inclui 6 quilos de carne (R$ 189,12), 3 quilos de arroz (R$ 8,94) e 4,5 quilos de feijão (R$ 27), por exemplo. Os produtos da cesta básica e as quantidades são diferentes por regiões do Brasil.

Segundo o IBGE, a renda média mensal de 60% dos trabalhadores brasileiros — o correspondente a 54 milhões de brasileiros empregados com carteira assinada ou na informalidade — foi menor que um salário mínimo em 2018. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnadc), que trata de todas as fontes de rendimento, divulgada no ano passado.

Além disso, cerca de dois terços das aposentadorias e pensões pagas pelo INSS são de um salário mínimo.

Segundo dados do Dieese, o salário mínimo necessário para uma família de 4 pessoas era de R$ 4.342,57 em dezembro. O valor, calculado com base no custo da alimentação, é 4,15 mais que o os R$ 1.045 estipulados pelo governo federal atualmente.

O piso mínimo que valerá a partir de fevereiro é maior do que o previsto inicialmente pelo governo. No ano passado, Bolsonaro fixou o salário mínimo em R$ 1.039 -reajuste de 4,1% em relação ao piso vigente até dezembro de 2019, R$ 998.

O reajuste não foi suficiente para repor a inflação e ficou abaixo do Índice de Preços ao Consumidor (INPC) de 2019, que foi de 4,48%. O reajuste também incorpora resíduo da inflação de 2018 que não havia sido incorporado ao piso mínimo vigente em 2019.

Bolsonaro se antecipou à mudança que deveria acontecer no Congresso e preferiu editar uma outra Medida Provisória (MP) para recompor a inflação de 2019 a partir do fevereiro. Segundo apurou o Estado, o governo já tinha recebido sinais de que o Congresso daria o reajuste integral. O governo quis evitar o carimbo de ter dado um reajuste abaixo da inflação e que o Congresso saísse vitorioso.

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