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Novo sistema de crédito educativo é criado em SP

A partir do segundo semestre deste ano, alunos de faculdades e universidades privadas terão uma nova fonte de obtenção de crédito educativo. A recém-criada Fundação de Desenvolvimento do Ensino Superior do Estado de São Paulo (Fundesp) reunirá recursos de faculdades particulares para fornecer bolsas de financiamento aos estudantes.A criação da Fundesp foi decidida pelo Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp). Os estatutos da nova entidade serão analisados pela Curadoria das Fundações, órgão do Ministério Público de São Paulo, e devem ser aprovados em no máximo 60 dias. Inicialmente, 5% das bolsas serão fornecidas pelas próprias instituições. O Semesp irá liberar verba de R$ 500 mil para o início das atividades da fundação. Além de dinheiro das entidades de ensino superior privado, o sindicato irá buscar recursos com o Banco Mundial e outras instituições internacionais. As regras para o financiamento, que ainda serão definidas pela nova fundação, devem seguir as que estão hoje em vigor pelo Programa de Financiamento Estudantil (Fies) do governo federal, em que os alunos obtêm crédito de até 70% do valor da mensalidade. O pagamento das prestações começa um ano depois que o estudante sai da faculdade. Além disso, o aluno paga trimestralmente, enquanto mantém seus estudos, os juros que incidem sobre o financiamento, com valor máximo de R$ 50."O alcance da Fundesp é melhor compreendido quando se observa que o governo, com o Fies, tem apresentado um atendimento muito aquém das necessidades", diz o presidente do Semesp, Gabriel Mário Rodrigues. Segundo dados do MEC, no segundo semestre do ano passado, 97.805 estudantes se inscreveram no Fies em busca de crédito educativo. Apenas 30 mil conseguiram financiamento. No Estado de São Paulo, os números foram de 26.982 estudantes inscritos e somente 6.066 contemplados. Para o primeiro semestre deste ano, a estimativa é de 200 mil inscrições no Fies.Além do financiamento aos estudantes, a Fundesp também terá a função de incentivar o desenvolvimento de pesquisas, intercâmbios e capacitação do corpo docente das escolas particulares. A Fundação poderá ainda participar da avaliação e certificação das entidades de ensino superior, bem como na avaliação de cursos.Dados do Semesp indicam que 67% dos universitários brasileiros estudam em escolas superiores particulares. Entre os universitários paulistas, o índice chega a 85%. A previsão é de que o número de universitários no Brasil possa chegar a 10 milhões em 2010, a maioria no ensino privado.

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