Novo usuário de cartão tem renda de R$ 500 a R$ 1.000

Estudo da Serasa Experian mostra que o perfil dos novos usuários de cartão de crédito no País é formado na maioria por jovens da periferia, moradores da região Sudeste e pessoas com renda mensal entre R$ 500 e R$ 1.000. O levantamento, que leva em conta o volume de consultas de Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) para obtenção do primeiro cartão de crédito, mostra que no primeiro trimestre deste ano 57,6% das propostas eram de consumidores nessa faixa de renda. Em 2010, essa fatia era de 51,7% e, em 2011, de 55,8%.

O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2012 | 03h09

A pesquisa, feita com base nas informações de 300 mil CPFs de todo o Brasil, mostra ainda que a maioria dos consumidores em busca do primeiro cartão continua no extrato chamado Periferia Jovem, com participação de 42% das solicitações, nível similar ao observado em 2010. Esse grupo, delineado por uma ferramenta da Serasa chamada Mosaic Brasil, é formado por jovens trabalhadores, de baixa renda e com pouca qualificação, e estudantes de periferia e famílias que recebem assistência de alguma instância de governo.

Gestão. "Os resultados do estudo apontam para a adoção de práticas mais sofisticadas na gestão do risco de crédito", diz o presidente da Serasa Experian e chairman da Experian América Latina, Ricardo Loureiro. Na avaliação dele, emissores terão de alterar o modelo de concessão de crédito para atender novos consumidores sem histórico de crédito e sem educação financeira.

O quesito inadimplência, maior sinalizador de risco para o segmento de cartões de crédito, vem mostrando aceleração.

O estudo aponta que, após quatro meses de uso, 4,4% dos novos cartões estavam com atraso no primeiro trimestre deste ano. No mesmo período de 2011, o índice era de 3,2% e, em 2010, de 2,3%.

No extrato por região, o Sudeste ultrapassou o Nordeste no primeiro trimestre. Segundo a Serasa, 39% das adesões estão no Sudeste. O Nordeste vem em seguida, com 38,5% de participação. No primeiro trimestre de 2011, o Nordeste havia passado o Sudeste, com os índices de 43% e 36%. . /AGÊNCIA ESTADO

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