Novos cartões de débito facilitarão pagamentos

As empresas processadoras de cartões de crédito e débito testam novos equipamentos de leitura com tecnologia wireless (sem fio) para elevar o número de transações e incentivar a expansão de pagamentos por cartão. Os equipamentos ligados a uma base, nos moldes de um telefone sem fio, devem chegar ao mercado ainda neste semestre e já está em operação piloto em alguns estabelecimentos. O foco do serviço são restaurantes e postos de gasolina.Os equipamentos com a nova tecnologia que dependem de uma rede, cuja base localiza-se em pontos mais distantes dispensam cabeamento telefônico. Assim, devem estar disponíveis apenas no segundo semestre, pois dependem de redes mais velozes de transmissão de dados ainda em fase de implantação por operadoras. Estes visam a atingir outros tipos de estabelecimentos como taxistas, bancas de jornal e quiosques de praia.Novo sistema ampliará uso de cartõesO superintendente de tecnologia da Redecard, Alessandro Raposo, avalia que o número de transações pode crescer em razão da maior comodidade aos usuários. No caso de pagamentos com cartões em postos de combustíveis, por exemplo, o motorista não precisará sair do carro para ir até o caixa. E estimulará também o uso do cartão, porque poderá ser usado em pontos-de-venda que hoje não possuem terminais.A nova tecnologia faz parte do plano das empresas de cartão de expansão no Brasil. Depois de investir em usuários de baixa renda e adotar os cartões múltiplos, as empresas planejam a "interiorização", visando o crescimento de pequenas e médias cidades do interior do País.A cartada mais recente foi a criação de cartões pré-pagos, no qual "deposita-se" um valor e desta forma limita o gasto até o teto depositado. A idéia é arrebanhar um contingente expressivo de adolescentes e gradativamente substituir os ´traveller check´ nas viagens ao exterior. Segundo levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), o mercado de cartões, composto hoje por 17 milhões de portadores, tem potencial para crescer pelo menos 60%.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.