Novos empregos vão para jovens com diploma

A recuperação da economia tem gerado mais empregos com carteira assinada para o trabalhador de 15 a 24 anos que cursou pelo menos até o fim do ensino médio e é do sexo masculino. É o que mostra um levantamento feito pelo secretário do Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade da Prefeitura de São Paulo, Márcio Pochmann, com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho.A radiografia do novo emprego considera as 827 mil vagas formais criadas nos 5 primeiros meses de 2004 em todo o País - um recorde desde 1992. No entanto, a criação de novos postos ainda não foi suficiente para garantir a melhoria da remuneração.Esses empregos pagam até 3 salários mínimos, o equivalente a R$ 780 por mês. "Os salários só devem crescer quando a economia entrar num ciclo de desenvolvimento sustentado", diz Pochmann.Por enquanto, como a oferta de mão-de-obra é abundante, continua a substituição, nas empresas, de trabalhadores de salários altos por outros que se sujeitam a ganhar menos. Do total de 29,3 milhões de empregos com carteira assinada que existiam em dezembro passado, 60% eram na faixa de até 3 salários mínimos.De janeiro a maio, a grande maioria das vagas abertas foram nessa faixa salarial.A boa notícia é que, depois de um longo período de estagnação, as empresas voltam a contratar em todo o País, principalmente assalariados com carteira assinada. Esse emprego é de boa qualidade, por incluir os benefícios sociais de praxe.Em maio, pela primeira vez em vários meses, foram criados mais empregos formais de assalariados no setor privado do que informais na Região Metropolitana de São Paulo, segundo pesquisa da Fundação Seade-Dieese. Foram 71 mil vagas com carteira assinada, ante 61 mil sem carteira."É sinal de que as empresas acreditam na sustentação da retomada dos negócios", diz Sinésio Pires Ferreira, diretor-adjunto da fundação.A "radiografia" feita por Pochmann mostra que 60% dos novos empregos são ocupados por jovens de 15 a 24 anos com pelo menos 8 anos de escolaridade (40%) e predominantemente do sexo masculino (70%). A indústria puxa a fila de contratações, com 40,9% dos empregos formais criados este ano. Em seguida, vêm serviços (30%), agricultura (16,7%) e comércio (12,4%).

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