Novos leilões do pré-sal devem sair logo, diz Dilma a empresários britânicos

Segundo a presidente, as próximas rodadas dependem da finalização da parte regulatória do processo 

Daniela Milanese, correspondente,

26 de julho de 2012 | 19h59

LONDRES - A presidente Dilma Rousseff afirmou hoje a executivos britânicos que está interessada em realizar logo os novos leilões do pré-sal. Segundo ela, as próximas rodadas dependem da finalização da parte regulatória do processo.

A questão sobre as datas dos leilões foi levantada por representantes de empresas do Reino Unido que investem no setor no Brasil, durante reunião com a presidente nesta quinta-feira, em Londres. O encontro não estava inicialmente previsto na agenda de Dilma e foi realizado a pedido dos executivos no fim da tarde (horário local), no hotel onde ela está hospedada no centro da capital britânica.

O setor de petróleo e gás é o que atrai o maior volume de investimentos para o País, onde já atuam grandes companhias britânicas. Tanto que a área também foi tema da reunião entre Dilma e o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, realizada ontem em sua residência oficial, em Downing Street.

Na reunião de hoje, compareceram 16 executivos. Entre eles estavam: o presidente do conselho de administração do BG Group, Andrew Gould, o presidente da BG Brasil, Nelson Silva, o presidente da BP, Bob Dudley, o diretor executivo da Shell, Andrew Brown, a presidente da Anglo American, Cynthia Carrol, o presidente da Tecnologia da Arcelor Mittal, Louis Schorsch, o presidente da Balfour Beatty, Ian Tyler e o presidente da Rolls Royce, John Rishton.

O interesse dos britânicos por investimentos no Brasil nunca foi tão grande - no ano passado, os aportes somaram US$ 2,7 bilhões. O Reino Unido está mergulhado novamente em recessão e busca formas de retomar o crescimento econômico, por isso está de olho no potencial dos emergentes. A América Latina, que sempre foi negligenciada pelo país, passou a fazer parte central da política externa britânica.

"A reunião de hoje fez parte do apoio que a presidente dá ao desenvolvimento dos negócios", afirmou à Agência Estado o ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota.

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