Novos números do PIB não mudam previsão de queda de 1% em 2015, diz economista

Economista da gestora de recursos Icatu Vanguarda afirmou ao Broadcast que avaliação das agências de risco sobre o País não deve mudar com alteração no cálculo da expansão da economia

O Estado de S. Paulo

11 de março de 2015 | 12h25

Com a revisão do Produto Interno Bruto (PIB) nominal de 2011, de R$ 4,143 trilhões para R$ 4,374 trilhões realizada pelo IBGE, é bem provável que a dívida bruta como proporção do PIB tenha caído naquele ano de 54,2% para perto de 51,3%, comentou ao Broadcast, serviço da Agência Estado, o economista-chefe da Icatu Vanguarda, Rodrigo Alves de Melo.

Em seu diagnóstico, é possível notar que ocorreu alguma diminuição do patamar deste indicador na atualidade, que atingiu 64,4% do PIB em janeiro de 2015. 

"Mesmo que ocorra alguma redução, isso não deve mudar a atual avaliação das agências internacionais de rating sobre o Brasil, pois a dinâmica da dívida nesse período preocupa", destacou. Além disso, o patamar também é alto, dado que a média registrada pelos países emergentes está próxima de 35% do PIB.

Na avaliação de Melo, ao considerar os novos pesos do PIB de 2011 para indústria, agropecuária e serviços, a sua projeção de queda de 1% do PIB para 2015 não será alterada. 

De acordo com o IBGE, no primeiro ano do governo Dilma Rousseff as participações no PIB caíram na Indústria, de 27,5% para 27,2% e na Agropecuária, de 5,5% para 5,1%, enquanto no caso dos Serviços subiu de 67,0% para 67,7%. 

Como o economista estima que a conjuntura é marcada por uma recessão, o quadro implicará em queda de 4% do resultado da Indústria, uma redução de 0,20% do consumo e alta de pouco menos de 2% para a Agricultura.

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