Novos produtos já unem internet, telefone e TV

Lançamentos da Vivo, Positivo, Philips, Sony e Semp Toshiba mostram que os planos de convergência tecnológica começam a virar realidade

Márcia De Chiara, O Estadao de S.Paulo

29 de novembro de 2007 | 00h00

O brasileiro começa a experimentar na prática a convergência tecnológica. Até pouco tempo atrás a integração da telecomunicação com a computação e a internet na captura e difusão de informações em qualquer lugar do planeta só constava no discurso das companhias em operação aqui. Só ontem, por exemplo, quatro empresas deram passos importantes na direção da convergência tecnológica.A Vivo, operadora líder no mercado de telefonia celular no País, fechou uma parceria com a Positivo, que detém um terço do mercado de computadores. A partir de agora, tanto os computadores de mesa da companhia como os notebooks sairão da fábrica com um software embutido que permite ao comprador optar pelo acesso à internet por meio da rede de celular da Vivo. O acesso não é de graça. O comprador do equipamento que optar por esse serviço mediante um voucher que acompanha o equipamento paga um valor fixo que, dependendo do tipo de plano, é menos que desembolsaria pelos pacotes da banda larga tradicional. E a placa de modem é gratuita em alguns planos. "Queremos popularizar o acesso à internet, incluindo especialmente as camadas de menor renda", afirmou o presidente da Vivo, Roberto Lima.Na semana passada, a Positivo já tinha dado outro passo no sentido da convergência. A companhia anunciou a produção de conversores de TV digital. "Isso é a convergência tecnológica", disse o presidente da Positivo, Hélio Rotenberg, que planeja produzir as placas de modem no Brasil. Segundo ele, a sua empresa, que nasceu com a fabricação de computadores, não está entrado na seara dos eletroeletrônicos. "O conversor da TV digital nada mais é do que um computador."Também ontem a Philips do Brasil, tradicional fabricante de aparelhos de imagem e som, anunciou que vai produzir notebooks no País, uma experiência inédita da corporação mundialmente. "Até 2010 queremos ter 10% do mercado brasileiro de notebooks, que deverá atingir entre 5 e 6 milhões de unidades", afirmou o gerente geral de Desenvolvimento de Novos Negócios Philips, Caio Catto.A entrada da Philips em computadores foi decidida a partir de pesquisas feitas com consumidores que apontaram que o equipamento é um objeto de desejo, assim como a casa e o carro. Além disso, o computador deixou de ser apenas um equipamento para estudo e trabalho e passou a ser um eletroeletrônico da casa, assim como a TV.No mesmo dia em que a Philips anunciou a entrada no segmento de informática, a gigante japonesa Sony informou que vai produzir no Brasil dois modelos de notebooks. Segundo Bob Ishida, presidente mundial da Vaio, a marca de notebooks da companhia, os equipamentos terão tecnologia "Full HD". Isso significa que esses computadores podem exibir vídeos de alta definição, com a mesma qualidade de imagem da TV digital aberta.Na semana passada, a Semp Toshiba, especializada em TVs e computadores,anunciou que volta a fabricar celulares, de olho na mobilidade da TV digital.

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