Wilton Júnior/AE
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Número de bancários em greve sobe para 50 mil no segundo dia, afirma sindicato

Mais 12 mil funcionários aderiram à paralisação; bancos oferecem reajuste de 5,5%, mas categoria pede aumento de 16%

ANDRÉ ÍTALO ROCHA, O Estado de S. Paulo

07 de outubro de 2015 | 19h13

A greve dos bancários chegou ao seu segundo dia nesta quarta-feira, 7, com a adesão de 50 mil funcionários em todo o País, 12 mil a mais que o número registrado no primeiro dia. Também houve aumento no número de locais de trabalho que estão com as atividades suspensas, de 600 para 616, sendo 593 agências e 23 centros administrativos.

As informações são do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, o maior do País. A categoria pede um reajuste de 16% (a reposição da inflação mais um aumento de 5,6%). A proposta dos bancos, no entanto, é de 5,5%.

Os bancários também demandam a valorização dos vales refeição e alimentação no valor de um salário mínimo (R$ 788), a manutenção do emprego e melhores condições de trabalho, com o fim das metas que consideram abusivas. A próxima assembleia será realizada na terça-feira, 13, na Quadra dos Bancários, a partir das 17 horas, quando a categoria irá decidir sobre os rumos do movimento.

Em nota, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que representa os patrões, disse que tem com as lideranças sindicais uma prática de negociação pautada pelo diálogo e reiterou que continua aberta a negociações. A entidade argumenta que o reajuste proposto de 5,5% está em linha com a expectativa de inflação média para os próximos 12 meses. A greve começou após cinco rodadas de negociações sem sucesso.

A Fenaban diz ainda que propõe um abono imediato de R$ 2.500,00 a todos os 500 mil bancários. Além disso, a proposta econômica já apresentada às lideranças sindicais prevê a participação nos lucros dos bancos, de acordo com uma fórmula que, aplicada por exemplo ao salário-piso de um caixa bancário, de R$ 2.560,00, pode garantir até o equivalente a quatro salários.

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