Número de bovinos abatidos sobe para 4.376 em MS

Subiu para 4.376 o número de animais abatidos no extremo sul de Mato Grosso do Sul, onde há confirmação de 22 focos de febre aftosa, mostra levantamento do Ministério da Agricultura e da Agência Estadual de Defesa Sanitária e Vegetal (Iagro). O primeiro foco da doença, descoberto na Fazenda Vezozzo, foi confirmado no dia 10 de outubro. O último foco foi noticiado na última sexta-feira, ocorrência descoberta na Fazenda Princesa do Sul, que tem rebanho de 5.500 cabeças, de acordo com o Ministério da Agricultura. Os focos foram descobertos nos municípios de Eldorado, Japorã e Mundo Novo. No caso da Fazenda Princesa do Sul, que fica em Japorã, foram abatidos até agora 568 animais. Balanço divulgado na segunda-feira indicava abate de 3.310 bovinos e 62 suínos em nove fazendas ou assentamentos nos municípios de Japorã e Eldorado. Por determinação do Iagro, o sacrifício dos animais seria acelerado para evitar a propagação do vírus. Até o começo da semana, duas equipes de três pessoas cada faziam o sacrifício dos animais. Agora, quatro grupos fazem esse trabalho. DESCOBERTA A febre aftosa foi descoberta na Itália no século XVI. Está presente de forma endêmica em regiões da Ásia, América do Sul, África e Oriente Médio. Houve surtos na Grécia,Taiwan,Argentina, Brasil, Uruguai, Japão e Reino Unido. SINTOMAS A febre aftosa é talvez a doença mais temida pelos pecuaristas. Nos animais, ela provoca afta na boca e na gengiva, além de feridas nas patas e nas mamas. A vaca fica em estado febril, não consegue pastar, perde peso e produz menos leite. Já nos humanos, são raros os casos de contaminação, mas eles não podem ser descartados. Os sintomas são febre leve e calafrios, bem como bolha nas mãos e na boca. Contudo, a doença não chega a provocar risco de morte entre os humanos. CONTAMINAÇÃO Os animais que podem ser contaminados pelo aftovírus são bois, porcos, cabras e ovelhas. No caso dos humanos, a contaminação é bem mais difícil e só acontece se a pessoa ficar em constante contato direto com animais contaminados. TRANSMISSÃO o aftovírus pode ser transmitido pelo leite, carne e saliva do animal doente. A doença também é transmissível para animais pela água, pelo ar e por objetos e locais sujos. Humanos não transmitem o vírus entre si, mas podem levar na roupa, caso tenham entrado em uma área onde há aftosa. PREVENÇÃO Não existe tratamento contra a Febre Aftosa e sim medidas preventivas específicas pelo uso de vacinas. No Brasil, o processo mais aconselhável é a vacinação periódica dos rebanhos, assim como a imunização de todos os bovinos antes de qualquer viagem. Em geral a vacina contra a febre aftosa é aplicada, de 6 em 6 meses, a partir do 3º mês de idade. No Estado de São Paulo deve ser feita nos meses de março e setembro. Na aplicação devem ser obedecidas as recomendações do fabricante em relação à dosagem, tempo de validade, método de conservação e outros pormenores.

Agencia Estado,

09 Novembro 2005 | 12h58

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