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Número de brasileiros cursando ensino superior cresce 13,2%

Valor destoa dos resultados dos demais níveis de ensino, em parte devido ao envelhecimento da população

14 de setembro de 2007 | 12h06

O número de brasileiros cursando ensino superior cresceu 13,2% em 2006, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), divulgada nesta sexta-feira, 14. O valor destoa da evolução nos demais níveis, em que ouve decréscimo ou uma ligeiro aumento. No pré-escolar, o número de estudantes caiu 4,5% e no ensino médio 0,9%. No fundamental, a alta foi de apenas 0,5%.   Veja também: Desemprego em 2006 é o menor em 10 anos, aponta Pnad População do País está envelhecendo, aponta IBGE Rendimento da população tem maior alta desde Plano Real Acesso à internet cresce mantendo disparidades regionais   Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), umas das causas desse fenômeno pode ser o envelhecimento populacional.   Entre as pessoas de 5 anos ou mais de idade no Brasil (173 milhões, aproximadamente), cerca de 54,9 milhões (em torno de 32%) freqüentavam escola em 2006, um aumento de 0,9% em relação a 2005. A elevação no percentual de estudantes foi maior nas regiões Norte e Centro-Oeste (1,3%, em cada uma). Parte da expansão pode ser atribuída ao maior ingresso ou permanência na escola; e parte, ao aumento do número de pessoas em idade escolar.   A presença na escola era maior no grupo de 7 a 14 anos de idade, 97,6%, 0,3 ponto percentual acima do registrado em 2005. Nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, mais de 98% das pessoas de 7 a 14 anos de idade estavam na escola. Nas regiões Norte e Nordeste, os percentuais foram de 96% e 96,9% respectivamente. Em Santa Catarina, o percentual de pessoas de 7 a 14 anos de idade na escola quase chegava à totalidade (99%). Por outro lado, as menores taxas para esse grupo etário estavam no Acre (94%) e em Alagoas (95,9%).   Para as outras duas classes em idade escolar, de 5 a 6 anos e de 15 a 17 anos de idade, os percentuais dos estudantes no Brasil foram de 84,6% e 82,2%, respectivamente, em 2006. Em relação ao ano anterior, para o grupo de idade de 15 a 17 anos, houve um aumento de 0,5 ponto percentual. Já para o grupo de 5 a 6 anos de idade, o crescimento foi mais expressivo (3 pontos percentuais).   Pública X privada   Apesar de o número de estudantes da rede pública ainda ser significativamente maior que o da rede privada (43,7 milhões contra 11,2 milhões, respectivamente), de 2005 para 2006, o total de estudantes na rede particular cresceu 7,5%; enquanto na rede pública diminuiu 0,7%. A expansão na rede privada foi mais forte no nível superior: 15,3%.   Analfabetismo   O número de brasileiros com mais de 10 anos de idade analfabetos caiu 4,2% em 2006, somando 14,9 milhões. A taxa de analfabetismo para esse grupo caiu de 10,2% em 2005 para 9,6% no ano passado. Para as pessoas de 15 anos ou mais, a taxa de analfabetismo em 2006 era de 10,4%, 0,7 ponto percentual inferior à de 2005.A taxa de analfabetismo das pessoas de 10 anos ou mais era de 18,9% no Nordeste e de 10,3% na região Norte. No Sul e no Sudeste, os valores eram de 5,2% e 5,5%.   A taxa de analfabetismo dos homens com mais de 10 anos de idade foi de 9,9%, enquanto a das mulheres foi de 9,3%. Em todas as regiões, havia mais analfabetos entre as mulheres do que entre os homens, exceto no Centro-Oeste, onde a taxa de analfabetismo foi a mesma para os dois sexos: 7,4%.

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