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Número de casos de recall cai para menos da metade

Até a semana passada, 660 mil veículos foram chamados para correção de defeitos; em 2010, o número foi 1,5 milhão

O Estado de S.Paulo

18 de dezembro de 2011 | 03h07

Em ano recorde de vendas, com previsão de 3,6 milhões de unidades, o número de veículos envolvidos em recall caiu a menos da metade em relação a 2010. Até a semana passada, as montadoras convocaram 660.960 veículos (incluindo 19,3 mil motos) para corrigir defeitos de fábrica. Em todo o ano passado, passaram por recall 1,5 milhão de veículos.

O número de campanhas caiu menos, de 65 para 54. "Espero que a menor quantidade de campanhas signifique que houve maior preocupação no controle da qualidade e segurança dos veículos", diz a diretora do DPDC, Juliana Pereira, acrescentando que "isso é uma expectativa minha, não é uma análise técnica".

O conselheiro da Sociedade de Engenheiros da Mobilidade (SAE-Brasil), Francisco Satkunas, ressalta que, em número de campanhas, o maior volume de convocações é de carros importados - 22 neste ano, ante 13 de modelos nacionais. A diferença está nos volumes, normalmente maiores para automóveis de fabricação nacional, que também respondem por parcela mais importante das vendas.

Das campanhas deste ano, 14 eram de motos e 5 de caminhões e ônibus. Segundo Satkunas, 70% dos casos que levam ao recall provêm de problemas com os fornecedores de peças, 20% de problemas internos de montagem final e 10% nos projetos.

Ele acredita que a redução nas convocações neste ano está relacionada à maior estabilidade na produção. "Toda vez que há variação maior na produção, para cima ou para baixo, há mais riscos de defeitos".

Na opinião dela, o grande número de veículos com recall em 2010 (o segundo maior desde que essas ações começaram no País) tem a ver com a urgências das montadoras em atender a demanda, que cresceu 12% ante 2009. "As empresas tiveram de contratar pessoal às pressas, depois dos cortes de 2008 e 2009, por causa da crise internacional, e o treinamento leva tempo", diz Satkunas.

Comparecimento. O índice de comparecimento aos recalls ainda é baixo no Brasil. De acordo com dados dos órgãos de defesa do consumidor, em média 40% dos proprietários levam os veículos para conserto, embora seja gratuito.

O número de veículos envolvidos em recall no Brasil equivale a um quinto das vendas, compara Satkunas, enquanto nos Estados Unidos equivale a mais da metade. Neste ano, até junho, ocorreram 59 campanhas de recall nos EUA, envolvendo 6,8 milhões de veículos. No mesmo período de 2010, foram 65 campanhas, com mais de 9,6 milhões de carros.

"No Brasil, não temos órgãos como o NHTSA (National Highway Traffic Safety, agência americana de segurança viária), que investiga empresas que lesam os consumidores", lamenta Jailton de Jesus, presidente da Associação Nacional das Vítimas de Montadoras e Concessionárias Automobilísticas (Avemca). / C.S.

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