Número de celulares no País chegará a 300 milhões em 2013, diz Anatel

Evolução. Em 2008, agência previa que Brasil atingiria 170 milhões de celulares este ano, mas esse número já foi superado em 2009, e expectativa é terminar 2010 com 190 milhões de unidades, o que significaria mais de um aparelho por habitante

Mônica Ciarelli / RIO, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2010 | 00h00

''A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) prevê que em 2013 o Brasil alcance a marca de 300 milhões de celulares. A informação foi dada ontem pelo gerente de Regulação da autarquia, Bruno Ramos, que participou do Fórum Nacional no BNDES.

Em 2009, o número de clientes de celulares chegou a 175 milhões e a expectativa é atingir este ano o patamar de 190 milhões de linhas, o que significa que o Brasil terá mais celulares do que habitantes. No mês passado, o número de celulares no País atingiu 180,7 milhões. O crescimento, destaca Ramos, é fruto da maior competitividade no setor. Ele lembra que a Anatel lançou a portabilidade numérica, que permite que o cliente mude de operadora e permaneça com o mesmo número de telefone.

O mercado, na verdade, vem crescendo acima da expectativa da Anatel. Em 2008, a agência divulgou algumas projeções em seu Plano Geral de Atualização da Regulamentação das Telecomunicações (PGR). Naquela época, a previsão divulgada para 2013 era de 200 milhões de acessos. Para este ano, era de 160 milhões, número que foi ultrapassado no ano passado.

Segundo o executivo, desde o leilão da tecnologia 3G em 2007, o governo vem priorizando metas de ampliação de cobertura em detrimento de preço. Nessa licitação, por exemplo, a Anatel exigiu a cobertura de todos os municípios sede em dois anos após a assinatura do contrato de concessão.

Telebrás. No evento, o gerente de regulamentação da Anatel destacou que, mais importante do que a discussão em torno da reativação da Telebrás, é o empenho do governo em promover a universalização da banda larga no País. O executivo defende a expansão da banda larga como forma de inclusão social. Segundo ele, este é o modelo que o governo brasileiro vem tentando implementar para que, nos próximos dez anos, o País possa crescer mais do que as taxas registradas na última década.

"O relevante é o Estado brasileiro colocando linhas de ação para que todos os brasileiros tenham condições a ter acesso, e, a partir daí, poder utilizar as telecomunicações como subsídio para a introdução do indivíduo no meio onde se encontra", disse. O executivo lembrou que, desde a privatização da telefonia no Brasil, foi possível elevar de 10 milhões para 190 milhões o número de acesso à celulares no Brasil.

O gerente não quis comentar notícias de que, com a entrada da Telebrás no mercado de banda larga e a possível transferência de toda a prestação de serviço da administração pública para a companhia possam resultar em perdas bilionárias para as empresas de telecomunicação no País, relativos aos contratos com o governo. O executivo afirmou que, a Anatel como órgão regulador, tem como objetivo verificar se as atividades prestadas pela empresa estão dentro da legalidade.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.