Número de empregadores cai

A piora do mercado de trabalho é reflexo de um cenário econômico incerto, em meio à crise de confiança generalizada e a alta da inadimplência de empresas e famílias, fazendo retrair o consumo e investimento e ampliando a queda do emprego e renda.

Tiago Cabral Barreira*, O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2016 | 23h09

O aprofundamento das demissões em abril está ligado à deterioração do setor de serviços. Em queda desde meados de 2015, a população ocupada em serviços prestados às empresas aprofunda retração para -7,8% em abril em relação ao mesmo período de 2015. É o setor com o segundo pior resultado de queda da população ocupada, atrás da indústria (que caiu -11,8%).

Outro indicador que expressa a piora do mês é a forte queda do número de empregadores (empresários e donos de estabelecimentos), com queda de -7,7% em abril, contra mesmo período de 2015. Esta categoria, que ainda registrava leve aumento no final de 2015, passou a cair fortemente nos últimos meses. Os resultados preocupam, uma vez que o menor número de empregadores na economia implica em menor demanda por mão de obra. Isso gera um círculo vicioso de demissões, mantendo o desemprego elevado e a renda em queda.

*É pesquisador em Economia do Trabalho do Ibre/FGV

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