LUCAS LACAZ RUIZ/ESTADÃO
LUCAS LACAZ RUIZ/ESTADÃO

Número de empresas ativas no País caiu para o menor patamar desde 2009

De acordo com os dados mais recentes do IBGE, em 2018 mais de 91 mil empresas encerraram as atividades

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2020 | 10h00

RIO — O Brasil continuou fechando empresas mesmo depois de terminada a última a recessão econômica. No ano de 2018, 91.248 empresas e outras organizações formais ativas encerraram suas atividades, segundo os dados do Cadastro Central de Empresas (Cempre) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 25.

O total de empresas em atividade desceu a 4,938 milhões, o patamar mais baixo desde 2009. Em relação a 2017, o número de empresas e outras organizações formais ativas recuou 1,8%.

As empresas sobreviventes ocupavam 52,2 milhões de pessoas em 2018, 0,5% a mais que em 2017, ou seja, mais 278,3 mil trabalhadores. Houve aumento no número de assalariados e redução no total de sócios. Entre todos os ocupados, 45,5 milhões (87,0%) eram assalariados e outros 6,8 milhões (13,0%) atuavam na condição de sócio ou proprietário.

Em relação ao ano anterior, as vagas de assalariados aumentaram 0,9%, mais 386 mil pessoas, enquanto o montante de sócios e proprietários diminuiu 1,6%, menos 107,6 mil trabalhadores.

Os salários e outras remunerações pagas totalizaram R$ 1,8 trilhão em 2018, com salário médio mensal de R$ 2.952,87, o equivalente a 3,1 salários mínimos. A massa de remunerações subiu 0,7% ante 2017, e o salário médio mensal cresceu 3,3%, já descontada a inflação do período.

As perdas se concentraram nas pequenas empresas, que empregavam até nove pessoas. O número de estabelecimentos ativos desse porte encolheu 2,1%. Houve ainda redução de 1,4% no pessoal ocupado e decréscimo de 1,6% no pagamento de salários.

Por outro lado, as grandes empresas, com ao menos 250 trabalhadores, ficaram 1,1% mais numerosas em 2018 e ocuparam 1,3% mais trabalhadores, o que resultou num avanço também de 1,3% no pagamento de remunerações.

O Rio de Janeiro foi o único estado com retração no número de unidades locais, de pessoal ocupado e de salários pagos. Em São Paulo, diminuiu o número de empresas, mas aumentou o total de pessoas trabalhando, apontou o IBGE.

No total nacional, o segmento de Atividades administrativas e serviços complementares teve o maior saldo positivo de vagas, 131 mil pessoas a mais, enquanto que as dispensas foram mais intensas em Outras atividades de serviços, com menos 63 mil trabalhadores.

Os maiores salários médios mensais foram pagos pelo setor de eletricidade e gás (R$ 7.624,04), e os menores ocorreram em alojamento e alimentação (R$ 1.532,46).

Quanto à natureza jurídica, 90,3% do universo do Cempre eram de entidades empresariais, responsáveis por 74,3% do pessoal ocupado e 61,2% das remunerações. Os órgãos da administração pública, que respondiam por somente 0,4% das empresas e outras organizações ativas em 2018, absorviam 19,0% do pessoal ocupado e pagavam 32,2% dos salários e outras remunerações. As entidades sem fins lucrativos representaram 9,3% das empresas e outras organizações, com uma fatia de 6,8% do pessoal ocupado total e 6,6% das remunerações pagas.

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