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Número de empresas brasileiras na França dobrou em 7 anos

Grande parte das empresas criadas por brasileiros em Paris atua no setor imobiliário.

Daniela Fernandes, BBC

07 de setembro de 2007 | 05h49

O número de empresas brasileiras na França mais do que dobrou em apenas sete anos, passando de 60 no início de 2000 para 135 atualmente, segundo dados do Tribunal de Comércio de Paris, que administra os registros de companhias.O número é bastante reduzido se comparado às mais de 300 mil empresas da capital francesa, mas ilustra o reforço da presença econômica brasileira, que passou a ganhar mais destaque principalmente desde o o Ano do Brasil na França, realizado em 2005."Houve um aumento bastante significativo do número de empresas criadas ou dirigidas por brasileiros na capital francesa a partir de 2000", afirma um estudo realizado pelo Tribunal de Comércio de Paris, que analisa também o perfil das atividades administradas por brasileiros.A grande maioria das empresas criadas por brasileiros em Paris é de pequeno porte e boa parte delas atua na área imobiliária. O setor vem registrando forte expansão na capital desde 2003, com acentuada alta nos preços dos imóveis.O setor imobiliário corresponde a cerca de 40% das aberturas de empresas feitas por brasileiros desde 2000 em Paris. As atividades envolvem a administração, locação e venda de imóveis.O comércio de produtos ligados à moda e à cultura brasileira, como também prestação de serviços nas áreas de publicidade, design, comunicação e arquitetura, além de companhias que realizam gravações sonoras representam outros cerca de 40% das atividades empresariais brasileiras em Paris, revela o estudo.Desde o Ano do Brasil na França, surgiram na capital novas lojas especializadas em roupas, produtos alimentícios e objetos de decoração brasileiros.A presença de grandes empresas, como Embraer ou Weg, fabricante de motores que possui uma unidade próxima a Lyon, ainda não é expressiva na França, mas também vem sendo ampliada progressivamente. A última companhia brasileira de grande porte a se instalar no país foi a Natura, fabricante de cosméticos. A marca abriu em 2005 uma loja em Paris, a primeira no mundo, e também um escritório comercial. Para tentar ampliar a presença comercial brasileira, o empresário Abdallah Hitti, presidente da Associação Brasil França (criada pela embaixada na França), organiza o Salão do Brasil em Paris, que reúne até esta sexta-feira cerca de 50 empresas de diversos setores.Durante o salão, está sendo realizado também um fórum que discute energia, comércio sustentável e tecnologia."Não basta apenas exportar. As empresas brasileiras precisam investir e ter uma presença mais efetiva no exterior, o que permite dar maior continuidade às vendas e explorar novos mercados", disse Hitti à BBC Brasil.Uma empresa do setor de segurança, com sede no Rio de Janeiro, acaba de comprar um pequeno fabricante de sprays de gás lacrimogêneo, situado em Chartres.Um representante da empresa brasileira, que prefere não identificar o nome da companhia por razões de concorrência, disse à BBC Brasil durante o salão que o montante da aquisição atinge 100 mil euros (cerca de R$ 266,8 mil), e que o objetivo da compra é justamente "entrar no mercado europeu".BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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