Número de empresas cresce mais no interior do que nas capitais

O aumento do número de empresas no interior dos estados, "em um processo de interiorização da economia", foi confirmado pelo Cadastro Central de Empresas 2002, divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o instituto, as capitais, historicamente tidas como principais centros de produção, foram dando lugar a outros municípios, diminuindo assim sua participação.A análise dos técnicos do IBGE é que esse fenômeno "em grande parte refletiu o esforço dos municípios de menor porte em atrair novos investimentos, seja através de incentivos fiscais ou mesmo de infra-estrutura básica". Enquanto nas capitais o número de empresas aumentou 33,9% de 1997 para 2002, nos demais municípios o crescimento foi de 45,5% no período.No caso do pessoal ocupado, o cadastro mostrou que, se o aumento foi de 11,4% nas capitais de 1997 para 2002, nos demais municípios o crescimento foi de 31,8%. O processo de interiorização da economia é confirmado também pela distribuição das empresas, segundo a localização. No período de seis anos, a participação das capitais caiu de 32,4% como local principal das empresas em 1997 para 30,6% em 2002, nos demais municípios a participação aumentou de 67,6% para 69,4% no período.Comércio e indústriaA pesquisa mostrou ainda que, para cada dez empresas criadas de 2001 para 2002, seis foram fechadas. De um ano para o outro, surgiram 720 mil empresas e foram fechadas 461 mil, ou o equivalente a 64% do total. Segundo o cadastro, o comércio é onde mais empresas nascem e também onde mais empresas morrem. Foram 388 mil novas empresas do setor criadas de 2001 para 2002 e 256 mil extintas no mesmo período.Na indústria, por outro lado, nascem e morrem menos empresas. De 2001 para 2002, foram 63 mil nascimentos e 45 mil mortes de empresas no setor industrial. O setor de serviços, segundo o cadastro, registrou 243 mil novas empresas no período, quando houve 141 mil mortes no setor.Proprietários e empregadosO número de sócios e proprietários de empresas está crescendo mais no Brasil do que o de pessoas assalariadas, revela a pesquisa do IBGE. Houve um crescimento de 12,3% nos sócios e proprietários e de 5,7% nos assalariados de 2001 para 2002, segundo a pesquisa.

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