Número de empresas no setor de serviços cresce 10,8% em 2008, aponta IBGE

País somava 879 mil empresas neste segmento, ante 794 mil em 2007

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

25 de agosto de 2010 | 10h18

O número de empresas que atuavam no setor de serviços no Brasil cresceu 10,8% de 2007 para 2008. É o que revelou nesta quarta-feira, 25, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em sua Pesquisa Anual de Serviços (PAS) referente ao ano de 2008. Segundo o instituto, existiam 879.691 empresas atuantes no setor de serviços não financeiros em 2008, contra 793.928 detectadas em 2007.

Para realizar o levantamento, o IBGE investigou sete segmentos do setor de serviços. Em 2008, as empresas que prestavam serviços às famílias, tais como hotéis e restaurantes, respondiam pela maioria das companhias do setor, com 33,3% de participação no total das empresas de serviços. Esta fatia não é muito diferente da registrada em 2007, quando este tipo de empresa respondia por 32,2% do total.

As empresas de serviços profissionais, administrativos e complementares, como agências de viagem e de serviços de escritório, ocupavam a segunda posição, com fatia de 28,3% no total de empresas de serviços, ligeiramente menor do que a verificada um ano antes, de 29,2%. Em terceiro lugar estão as empresas de transporte, serviços auxiliares de transporte e correio, cuja participação saiu de 14,3% em 2007 para 14,6% em 2008

Em seguida aparecem as empresas de manutenção e reparação (9,8% do total); empresas de serviços de informação e de comunicação (8,4%); companhias que lidam com "outros serviços", que abrange empresas de serviços auxiliares de agricultura, e de limpeza urbana e de esgoto (3%) e empresas de atividades imobiliárias (2,6%).

Faturamento

Os ganhos reais desse tipo de empresa subiram 13,1% de 2007 para 2008, com receita operacional líquida de R$ 680,1 bilhões em 2008.

De acordo com o IBGE, entre os sete segmentos pesquisados pelo instituto, o avanço nos ganhos entre 2007 e 2008 foi puxado por aumentos nas receitas das empresas de atividades imobiliárias, que subiram 20,4% em 2008, para R$ 12,584 bilhões; e no ganhos de serviços profissionais, administrativos e complementares que aumentaram 19,4% em 2008, para R$ 163,3 bilhões.

Do total da receita operacional líquida apurada pelas empresas em 2008, 29,9% eram originadas das empresas de serviços de informação e comunicação, somando R$ 203,4 bilhões. Em segundo lugar ficaram as empresas de transportes, serviços auxiliares de transporte e correio, com 29,2% do total, somando R$ 198,4 bilhões, seguido por companhia de serviços profissionais, administrativos e complementares (como operadoras de turismo e de agenciamento de mão de obra), com 24% do total, totalizando R$ 163,3 bilhões.

Salários

Os salários pagos por empresas de serviços também subiram 14,6% entre 2007 e 2008. Esse setor pagou em torno de R$ 128,1 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações em 2008.

Dos sete segmentos pesquisados, o avanço da massa salarial foi impulsionado por empresas de serviços profissionais, administrativos e complementares, que são agências de viagem, companhias de segurança e de escritório, entre outros. O IBGE apurou que, neste tipo de empresa, houve alta de 17,2% na massa salarial entre 2007 e 2008, para R$ 35,8 bilhões.

As empresas de serviços profissionais e administrativos também ficaram com a maior fatia de participação no total de salários pagos pelas empresas, respondendo por 34,5% do total da massa salarial entre as empresas de serviços não financeiros.

Emprego

O número de pessoas trabalhando nas empresas de serviços no País subiu 10,3% entre 2007 e 2008, o que representou um acréscimo de 860,1 mil postos de trabalho no período. Segundo o levantamento do IBGE, em torno de 9,2 milhões de pessoas trabalhavam neste tipo de empresa em 2008.

Entre os destaques, dentro dos sete segmentos pesquisados pelo IBGE, o instituto informou que, entre 2007 e 2008, houve um crescimento de 14,7% no número de pessoas trabalhando no segmento de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, com destaque para a atividade de transporte rodoviário de cargas (avanço de 30,7% no pessoal ocupado, no período).

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