Renda extra

Fabrizio Gueratto: 8 maneiras de ganhar até R$ 4 mil por mês

Número de licenciamentos cresceu 7,7% em agosto ante julho

O número de licenciamentos de veículos nacionais e importados no mês de agosto cresceu 7,7% sobre julho, totalizando 178.508 unidades, segundo dados divulgados nesta terça-feira pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o volume de licenciamentos cresceu 17,7%. No acumulado dos primeiros oito meses do ano, houve uma variação positiva de 10,5%, somando 1.205.540 unidades licenciadas.Segundo informações da entidade, as exportações de automóveis caíram 9,8% em agosto sobre o mês anterior, totalizando 70.130 unidades. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a queda foi de 13,9%. No acumulado do ano até agosto, as vendas externas somaram 569.416 unidades, com recuo de 5,2% sobre igual período de 2005.A produção de automóveis no Brasil cresceu 9% em agosto na comparação com julho, totalizando 242.840 unidades. Em relação a agosto de 2005, o crescimento foi de 5,3%. No período de janeiro a agosto, a produção de automóveis no Brasil totalizou 1.765.713 unidades, com alta de 4,5%.ExportaçõesAs exportações da indústria automotiva brasileira somaram US$ 7,7 bilhões entre janeiro e agosto de 2006, o que representa um crescimento de 5,5% em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com o presidente da Anfavea, Rogelio Golfarb, este é o melhor resultado da história do setor. O executivo ressaltou, no entanto, que em volume as vendas externas estão caindo.No mês de agosto, as exportações totalizaram US$ 1,068 bilhões, com queda de 2,2% sobre o mesmo mês de 2005. Na comparação com julho, houve um crescimento de 0,9%. "O crescimento do setor está baseado principalmente no aumento das vendas internas, já que as exportações estão caindo em volume", destacou Golfarb.Segundo Golfarb, o crescimento do número de licenciamentos de automóveis em agosto mostra que há uma tendência de aquecimento no mercado. De acordo com o executivo, o número de agosto é o segundo melhor da história, assim como o acumulado dos oito primeiros meses de 2006.Ele explicou que essa tendência está diretamente ligada à expansão do crédito, por conta da redução da taxa Selic, além de descontos e promoções pontuais de cada empresa. Segundo o executivo, em dezembro de 2005, a taxa média de juros de financiamento do setor era de 26,08% ao ano, ante média de 23,73% ao ano, registrada em agosto de 2006. "Está havendo uma redução de custos do financiamento, por conta da Selic, além de uma mudança no perfil dos recursos tomados", comentou.Golfarb acrescentou que, em dezembro do ano passado, 30% dos financiamentos tomados tinham prazo de pagamento acima de 36 meses contra uma taxa de 40% registrada em agosto deste ano.Vendas para 2006Golfarb, reiterou hoje a estimativa da entidade de crescimento de 7,1% nas vendas para 2006 no mercado interno do País, o que deve totalizar 1,84 milhão de unidades. Para as exportações, a expectativa é de aumento em valores de 2,7% para US$ 11,5 bilhões.A expectativa da entidade é que a produção de automóveis totalize 2,640 milhões, o que representa um acréscimo de 4,5% sobre o ano anterior. Em relação a máquinas agrícolas a expectativa é de crescimento de 3,4% para 2006 nas vendas e queda de 13% na produção. Segundo o executivo, as previsões estão embasadas na redução da taxa de juros e na expectativa de continuidade da expansão do crédito.Golfarb preferiu não comentar pontualmente o plano de ressarcimento de ICMS para exportações, que estaria sendo elaborado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, mas ressaltou que a mensagem do governo é positiva.PIBApesar de não realizar estimativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2006, o executivo lembrou que a economia está aquecida e que há indícios de crescimento do indicador no terceiro trimestre do ano. "Apesar da magnitude das variáveis da indústria automotiva e do PIB serem diferentes, ambas apontam tendências parecidas."O executivo trabalha com a previsão do mercado de crescimento de 3,2% do PIB em 2006. Ele destacou que a projeção de aumento de 7,1% nas vendas do setor para este ano leva em conta outras variáveis, como o crédito, a Selic e a inflação, além do PIB.Matéria ampliada às 16h53

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.