Número de listagens de empresas do setor de saúde na B3 salta 267% em 5 anos
Conteúdo Patrocinado

Número de listagens de empresas do setor de saúde na B3 salta 267% em 5 anos

A pandemia reforçou a importância do segmento para a sociedade. Só no ano passado, foram cinco listagens. Volume captado em 2021 para empresas do setor chegou a R$ 19 bilhões

B3, Estadão Blue Studio
Conteúdo de responsabilidade do anunciante

22 de junho de 2022 | 08h00

A pandemia de covid-19 mostrou ainda mais a importância da área de saúde para a sociedade e, para fazer frente a essa responsabilidade, é igualmente importante que as empresas desse setor estejam bem-preparadas em termos financeiros, de governança e de profissionalização. É nesse contexto que empresas do segmento ampliaram a sua participação na B3, a bolsa do Brasil. Dados da B3 mostram que o número de empresas do setor que se listaram em bolsa saltou 267% nos últimos cinco anos em comparação aos cinco anteriores, saindo de apenas 3 listagens no período de 2012 a 2016 para 11 listagens de 2017 a 2021. Para se ter uma ideia, só no ano passado, foram cinco listagens. O volume captado ano a ano por empresas do setor de saúde, incluindo ofertas públicas iniciais (IPOs) e follow-ons (novas ofertas de ações por empresas que já têm capital aberto), também apresentou crescimento expressivo. Em 2012, por exemplo, as empresas captaram R$ 760 milhões. No ano passado, o montante atingiu R$ 19,37 bilhões. O aumento no número de ofertas públicas confirma o interesse crescente de empresas brasileiras do setor de saúde em financiar seus projetos de crescimento por meio do mercado de ações e da B3. “A relevância deste setor transcende o momento de pandemia, mas se ressaltou a importância dele para a sociedade. A pandemia trouxe holofote para as empresas que atuam no setor de saúde”, avalia o diretor de Relacionamento com Empresas e Assets da B3, Rogério Santana.

Ele considera que há uma oportunidade de consolidação no setor, e o mercado de capitais é um importante aliado neste movimento. O representante da B3 destaca que ainda é um setor muito fragmentado e afirma que dois movimentos podem acontecer: algumas dessas empresas que já estão na bolsa continuarem se fortalecendo e consolidando o mercado, e outras empresas do setor que não estão na bolsa buscarem o mercado para se capitalizar. “Temos na B3 empresas de plano de saúde, de distribuição e venda de produtos farmacêuticos e de estrutura hospitalar. Mas não temos muitos laboratórios, e o setor de laboratórios e hospitais ainda é fragmentado e regionalizado. E o setor de biotecnologia não está na B3”, elenca Santana. “Embora tenha crescido bastante a relevância, ainda há bastante espaço para novos players”, complementa.

Para ele, a estratégia de consolidação é o ponto mais emblemático das empresas que abriram capital e tiveram sucesso. Outro benefício do mercado de capitais é o estímulo para que a governança se aperfeiçoe. “Trazer outras perspectivas de gestão, combinando o lado social e o propósito do negócio com o lado econômico, busca por produtividade e sustentabilidade de longo prazo. Esse estímulo que empresas de capital aberto recebem fortalece essas redes de saúde”, elenca.

Ele conta que o processo de IPO é exatamente o mesmo para empresas de outros setores. “O que é diferente é a história de companhia e os investidores interessados. Os bancos ajudam a identificar quem já investe no setor de saúde”, diz Santana, ao lembrar que a Rede D'Or, que é um grupo hospitalar bastante consolidado, abriu capital em 2020 e desde então fez diversas aquisições e novas operações, e conseguiu ganhar mais musculatura usando o mercado para suas estratégias. Além disso, a Oncoclínicas, com novos recursos, conseguiu realizar uma estratégia bastante agressiva. Teve ainda o crescimento da HapVida Intermédica, grupo verticalizado de convênios e estrutura hospitalar, conforme cita Santana.

Fundado há 42 anos em Belo Horizonte (MG), o grupo Mater Dei sempre teve um olhar para dentro dos negócios, atuando com grande eficiência para entender as tendências do setor no Brasil e no mundo. A Rede Mater Dei é um ecossistema integrado na prestação de serviços hospitalares e oncológicos, referência nacional em saúde e a maior rede hospitalar de Minas Gerais em número de leitos privados, com 18% do total de leitos privados na região metropolitana de Belo Horizonte. “Sempre tivemos preocupação em saber como a rede estava se posicionando no mundo dos hospitais e percebemos que havia possibilidade de expansão”, diz o presidente da Rede Mater Dei de Saúde, Henrique Salvador. “Há três anos, iniciamos um processo de preparação, vislumbrando uma capitalização, que podia ser privada ou pública, e já vínhamos investindo em governança há muitos anos. Temos um programa de sucessão empresarial maduro construído com a Fundação Dom Cabral em 1990.”

Ele conta que o grupo tinha conhecimento das operações, mas faltava capital em condições favoráveis para suportar a expansão. “Muitos quesitos nos favoreciam, mas faltava a questão do capital”, reforça. “Começamos a nos preparar para isso, com um CFO profissional, consultoria Big 4, robustez em algumas estruturas de controle, contratação de advogados para ajudar a passar pelo processo, e fomos nos preparando gradativamente para isso ocorrer”, diz. A empresa captou R$ 1,4 bilhão em sua estreia na bolsa. “Fizemos o IPO e começamos uma agenda robusta de fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês), mapeamos para onde a gente queria ir e construímos núcleos de crescimento, indo para cidades importantes, onde os ativos também fossem relevantes. Queríamos ser o primeiro ou segundo hospital mais relevante para a região”, diz. Desde então, o grupo comprou cinco hospitais e uma empresa de tecnologia, e a expectativa é seguir neste processo de expansão.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.