Número de novo megacampo não é oficial, diz Gabrielli

Segundo presidente da Petrobras, estatal levará cerca de 3 meses para ter estimativas sobre Pão de Açúcar

Hélio Barboza, da Agência Estado,

16 de abril de 2008 | 12h29

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou que os dados sobre a área de exploração Pão de Açúcar, na Bacia de Santos, informados na segunda-feira pelo diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Haroldo Lima, não são oficiais. Lima havia declarado, em seminário promovido pela Fundação Getúlio Vargas, que as reservas da área podem chegar a 33 bilhões de barris.   Veja também: Haroldo Lima questiona competência legal da CVM para puni-lo Procurador do MPF vai avaliar declarações de Haroldo Lima Pão de Açúcar: País pode ter o terceiro maior campo de petróleo do mundo 'Brasil pode se unir à Opep', diz jornal americano Descobertas vão render R$ 160 bi  Novo megacampo no Brasil mexe com bolsas de Londres e Madri  A história e os números da Petrobras A maior jazida de petróleo do País A exploração de petróleo no Brasil    "Isso não é um número oficial; pode ter menos, pode ter mais, eu não sei", afirmou Gabrielli, que se encontra no México para participar do Fórum Econômico Mundial da América Latina e discutir uma possível atuação da estatal no país. "Logo que tivermos a informação, anunciaremos ao mercado", disse. "Não podemos responder antes de conseguir a informação."   As declarações do diretor da ANP provocaram uma corrida às ações da Petrobras e de suas parceiras nas bolsas de todo o mundo. "Esta é outra razão pela qual devemos ser muito cautelosos com o que dizemos", disse Gabrielli.   Na terça-feira à noite o presidente da estatal havia informado que nos próximos três meses será possível saber o tamanho das reservas do campo. "Em geral diria que levaria um ou dois meses para terminar com a perfuração e logo teremos um tempo para a análise, o que significa que provavelmente dentro de 3 meses teremos informação para ver o que é o que está acontecendo realmente", disse. Em sociedade com Repsol-YPF e BG Group, a Petrobras encontrou Carioca ao oeste do campo de Tupi, na Bacia de Santos.

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