Número de participantes de consórcios sobe 4,1%

As administradoras de consórcios contabilizaram ao final de 2002 um contingente de 3,01 milhões de participantes, o que representou um aumento de 4,1% sobre 2001. A maior parte deste crescimento foi motivada pela expansão do segmento de imóveis e de motocicletas.Foi comercializado no período 1,5 milhão de cotas e houve 750 mil contemplações, segundo dados da Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios (Abac). No ano anterior, estes números foram de 1,64 milhão e 723,9 mil, respectivamente.Os consórcios de veículos, que representam 87,4% do sistema, registraram aumento de 6,4% no número de participantes ativos, passando de 2,47 milhões em 2001 para 2,63 milhões. Foi vendido 1,26 milhão de cotas. As motocicletas respondem por 53,8% do segmento. O crescimento em 2002 foi de 16,5%, chegando a 1 62 milhão de consorciados. Em cada duas motos vendidas no mercado brasileiro no ano passado, uma foi por este sistema. Além da demanda aquecida pelo bem, os resultados são atribuídos à falta de promoções e financiamentos oferecidos pelo varejo, ao contrário do que ocorre com os automóveis.O segmento de imóveis registrou um aumento de 30% do número de participantes: o contingente passou de 95,3 mil para 123,9 mil. O sistema tem representado uma importante alternativa aos pretendentes à casa própria, pois exclui o pagamento das pesadas taxas de juros. Foram vendidas 73,8 mil cotas.O pior desempenho ficou com o setor de eletroeletrônicos, que está refletindo a queda do poder aquisitivo dos principais compradores, as classes mais baixas. O número de participantes ativos caiu 40,7% (de 366,7 mil para 217,5 mil). Além disso, o sistema concorre com as inúmeras promoções de varejistas e o imediatismo que caracteriza o consumidor destes bens. A perspectiva para o segmento está na comercialização de cotas de produtos mais caros, como home theater ou televisores de tela grande, além dos pacotes de produtos, destinados a quem está montando a casa. Os níveis de inadimplência, medidos apenas entre os consorciados contemplados, mantiveram-se estáveis na casa dos 11,2% na média de todos os segmentos. A tendência para 2003, de acordo com a presidente da Abac, Consuelo Amorim, é ainda a expansão dos consórcios de imóveis e motocicletas. Para os automóveis, a previsão é de que o número de participantes cresça, ao contrário do que ocorreu em 2002. Com relação aos eletroeletrônicos, não se vislumbra mudanças de cenário. A elevação das taxas de juros e da inflação pode voltar a despertar o interesse pelo sistema, embora a perda de renda desestimule o consumo, disse Consuelo.

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