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Número de passageiros aéreos deve dobrar até 2030 no Brasil

Aumento do tráfego aéreo é esperado em função da Copa do Mundo, em 2014 e das Olimpíadas, em 2016; segundo relatório da Standard & Poor's, país deve melhorar e expandir seus aeroportos

Renan Carreira, da Agência Estado,

26 de março de 2012 | 17h37

BUENOS AIRES - Em meio a projeções de crescimento rápido do tráfego aéreo e um aumento esperado de passageiros devido à Copa do Mundo de 2014 e à Olimpíada em 2016, o Brasil tem de melhorar e expandir seus aeroportos de modo significativo, de acordo com um relatório divulgado nesta segunda-feira pela Standard & Poor's. A agência de classificação de risco prevê que o número de passageiros aéreos no País dobre até 2030.

"Crescimento econômico e desenvolvimento sólidos ao longo da última década levaram a um aumento no número de passageiros no setor aéreo brasileiro, e nós projetamos que o total de passageiros dobre até 2030", disse o analista da agência Pablo Lutereau. "Tendo isso em vista, o Brasil deve resolver seu déficit de infraestrutura para a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada em 2016, eventos que com certeza vão provocar uma elevação significativa do tráfego nos aeroportos do País."

O relatório alega que o setor privado vai desempenhar um papel importante na expansão dos aeroportos. O governo brasileiro escolheu as parcerias público-privadas como modelo para seu ambicioso programa de concessão dos terminais. Sob esse modelo, o governo e consórcios privados firmam acordos para a prestação de serviços aeroportuários.

O número de passageiros aumentou de modo robusto, para quase 180 milhões em 2011, de pouco mais de 71 milhões em 2003. Boa parte desse salto foi motivada não apenas pelo crescimento econômico do País mas pela diminuição do preço das passagens.

A S&P espera que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil continue a crescer mais rápido do que a média mundial pelos próximos anos, e a competição entre as companhias aéreas sugere que o preço das passagens vai permanecer baixo, o que deve atrair ainda mais negócios. As informações são da Dow Jones.

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