Número do Caged de agosto é extraordinário, diz Meirelles

Presidente do BC afirma que dado mostra onde está de fato o resultado da política econômica para a população

Fabio Graner e Fernando Nakagawa, da Agência Estado,

17 de setembro de 2009 | 11h37

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, classificou nesta quinta-feira, 17, de "extraordinária" a geração recorde de empregos formais registrada em agosto no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. "Este dado é da maior importância, mostra onde está de fato o resultado da política econômica para a população, cujo objetivo é a geração de empregos. O número de agosto do Caged é de fato extraordinário", afirmou o presidente do BC.

 

Veja também:

especialUm ano após auge da crise, economia se recupera

especialAs medidas do Brasil contra a crise

especialDicionário da crise 

especialComo o mundo reage à crise

 

Em sua apresentação em audiência pública conjunta de diversas comissões do Congresso Nacional, Meirelles destacou que o Brasil nesta fase de saída da crise é um dos líderes em termos de crescimento econômico, atrás apenas de Coreia do Sul e da China, que está na frente desse processo. "O Brasil é um dos líderes da recuperação", afirmou. O presidente do BC também salientou o fato de o desemprego no Brasil estar nessa fase de saída da crise menor do que quando os problemas na economia mundial se agravaram.

 

Meirelles comemora inflação abaixo da meta

 

O presidente do BC comemorou o fato de a inflação em 12 meses encerrados em agosto estar em 4,36%, abaixo, portanto, do centro da meta de 4,5% para 2009. Ele destacou também que nos últimos anos a inflação tem "orbitado ao redor da meta". "Em 2008, o BC talvez tenha sido um dos únicos a entregar inflação na meta ao redor do mundo", afirmou Meirelles.

 

Meirelles destacou também que as taxas de juros no mercado a termo, que são mais importantes para a atividade econômica, estão em níveis historicamente baixos e ressaltou também que o juro real (descontada a inflação) está em 4,8%, na mínima histórica, o que tem efeito positivo de reduzir o custo de carregamento da dívida pública.

 

No início de sua apresentação, o presidente do BC descreveu o resultado do órgão no primeiro semestre, que foi negativo em R$ 941 milhões, sem considerar os ajustes cambiais, mas lembrou que no período de julho e agosto o resultado entrou no terreno positivo. Ao iniciar sua apresentação, Meirelles tentou ver o lado positivo e disse que isso significa que a política monetária não é mais um problema e que os parlamentares estão preocupados com outras questões.

 

Dívida

 

Meirelles anunciou que a sua projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o Produto Interno Bruto (PIB) deve fechar 2009 em 42,8%. Se confirmada a estimativa, o índice deve apresentar piora no fim deste ano em relação ao observado no fim do ano passado, quando a proporção foi de 38,8%.

 

Apesar dessa piora, Meirelles ressaltou que o mais importante desse índice é que o número está "retornando à normalidade e já está menor que o verificado na entrada da crise". Ele ressaltou aos parlamentares que o patamar histórico do juro básico da economia brasileira, atualmente em 8,75% ao ano, tem reflexos positivos nas contas públicas, já que reduz o gasto com os juros da dívida.

Tudo o que sabemos sobre:
MeirellesCaged

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.