Números mostram que real forte não afetou exportações, diz Ramalho

Apesar das reclamações do empresariado em relação à valorização do real frente ao dólar, o atual patamar da taxa de câmbio não tem afetado o desempenho das exportações brasileiras, comentou hoje o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ivan Ramalho.As exportações continuam crescendo num ritmo forte, inclusive para mercados não tradicionais, e pela primeira vez alcançaram US$ 9,8 bilhões no mês. "Isso ocorreu apesar de registrarmos queda em itens importantes da pauta de exportação, como soja e aviões, e também nas vendas (em geral) para a China, terceiro parceiro do Brasil", afirmou Ramalho.Ele observou que, em maio, todas as categorias de produtos tiveram resultados recordes de exportação, algumas puxadas também pelo aumento de preços. O secretário destacou que produtos e mercados não expressivos na pauta de exportações brasileira também vêm apresentando crescimento acima de 100%. "Isso mostra que prossegue a diversificação da pauta e dos destinos das vendas brasileiras. As exportações para blocos que não são principais compradores do Brasil também apresentaram elevação", afirmou Ramalho.Citou como exemplos a Europa Oriental, para onde o aumento das exportações em maio foi de 113,3%, e a África (52,7%). Já na categoria de produtos não tradicionais da pauta brasileira, destacam-se máquinas de calcular, com crescimento de 947% nas exportações em relação a maio de 2004; vidro flotado (947,9%); motores e turbinas de avião (504%); e papel e cartão revestido (359%).ImportaçõesEm relação às importações, Ramalho destacou o crescimento recorde registrado em maio deste ano, que chegou a 32% na comparação com maio de 2004, influenciado pelo aumento de 45% das compras de petróleo. As importações de bens de capital cresceram 33%. Para o governo, é difícil avaliar o impacto que a taxa de câmbio mais baixa tEm sobre as importações. "Como mais de 50% das importações são matérias-primas e insumos para serem processados pela indústria brasileira, seriam adquiridos de qualquer forma, independentemente da taxa de câmbio", ressaltou Ramalho.

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