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'Nunca é ruim trabalhar pelo seu país', diz Levy em Londres

Em entrevista à CNN, ministro da Fazenda defende ajuste e Orçamento robusto em 2016

André Ítalo Rocha, O Estado de S. Paulo

28 de outubro de 2015 | 21h20

SÃO PAULO - O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse, em entrevista veiculada na noite desta quarta-feira, 28, (horário de Brasília) na CNN, que "nunca é ruim trabalhar pelo seu país, especialmente quando há um objetivo claro". A entrevista foi concedida ao jornalista Richard Quest. 

Levy disse em seguida que, neste momento, o mais importante é realizar as políticas de ajuste fiscal e explicá-las de forma clara para os cidadãos brasileiros. "Nós temos de ser claros sobre os esforços e os cortes de gastos que estamos fazendo. As pessoas estão preocupadas", declarou. 

O ministro lembrou que o boom das commodities já acabou e que o Brasil tem enfrentado esse novo cenário, acrescentando que é preciso fazer algo agora, para chegar onde o País quer estar em alguns anos. Ele tentou minimizar a situação brasileira ao dizer que a economia global está enfraquecida há vários anos e que, agora, o Brasil enfrenta dificuldades. 

Apesar de reconhecer que o cenário é desafiador, Levy mostrou confiança na recuperação da economia brasileira, dizendo que se sente "confortável" com essa perspectiva. "Muitas pessoas no Brasil estão esperando decisões relacionadas ao ajuste e muitas pessoas no Brasil querem o crescimento", disse o ministro, acrescentando que o governo sabe o que precisa fazer para voltar a crescer, que é, entre outras coisas, ter um Orçamento robusto e continuar com o ajuste.

Além disso, o ministro afirmou que o Executivo trabalha para conseguir o apoio do Legislativo para aprovar o Orçamento do próximo ano e outras reformas estruturais importantes, como a da Previdência. "Nós mandamos as medidas e agora cabe ao Congresso apreciar as ações do ajuste. É hora de tomar decisões", disse Levy.

Em relação à possibilidade de o Federal Reserve (o Fed, banco central dos Estados Unidos) subir os juros em seu próximo encontro, que ocorre em dezembro, Levy disse que espera que isso vá acontecer em algum momento, já que "não é natural ter taxas de juros perto de zero por tanto tempo". As taxas de juros do Fed, o banco central norte-americano, estão próximas de zero desde o fim de 2008 e não são elevadas desde 2006.

Antes da entrevista, o jornalista Richard Quest apresentou um breve resumo das principais notícias relacionadas ao Brasil nas últimas semanas, como a perda do grau de investimento pela Standard & Poor's, os escândalos de corrupção envolvendo a Petrobrás e a volatilidade do mercado financeiro.

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