Nunca se trabalhou tanto, diz Francini, da Fiesp

O diretor do Departamento de Pesquisas Econômicas da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini, disse que o desempenho da atividade industrial paulista em outubro (alta de 2,7% sobre setembro, com ajuste sazonal, e crescimento de 5%, sem ajuste) surpreendeu pelo vigor. Segundo ele, já havia uma expectativa de que outubro seria melhor que setembro por conta de um maior número de dias úteis. Mas o comportamento foi "muito melhor do que o esperado." Com os dados de outubro em mãos, a Fiesp acredita que o INA (indicador do nível de atividade) encerrará o ano em 5,3%.Um dos maiores destaques da pesquisa da Fiesp em outubro foi o aumento das de 3,5% nas horas trabalhadas na produção. Foi a maior alta da série iniciada em janeiro de 2001. "Isso mostra que nunca se trabalhou tanto", comentou Francini. O nível de utilização da capacidade instalada (Nuci) em outubro, que subiu para 84,1% ante 83% em setembro, foi o segundo melhor da série, perdendo apenas para agosto de 2004 (84,2%). "O aumento do uso da capacidade nos enche de alegria e prazer", disse Francini, lembrando que o Nuci vigoroso estimula o empresário a investir em aumento de produção.Entre os setores com melhor desempenho em outubro, a Fiesp destacou o de minerais não-metálicos, categoria que inclui cimento, vidros e cerâmica, produtos ligados diretamente à construção civil. Outro setor em alta na indústria paulista em outubro é o de móveis, puxado pelas vendas sazonais de fim de ano. Um setor com desempenho fraco em outubro foi o de alimentos e bebidas, possivelmente por conta da retração no consumo motivada pelo choque de preços.

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