''Nunca vamos abandonar o euro'', diz líder francês

Sarkozy fez uma defesa apaixonada da moeda única do bloco e atacou a falta de regras que deu origem à crise global

Fernando Dantas, O Estado de S.Paulo

28 de janeiro de 2011 | 00h00

Em sua apresentação no Fórum de Davos, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, fez uma apaixonada defesa do euro, ameaçado pela crise nos países periféricos da Europa. Para ele, a moeda comum não é apenas um assunto monetário e financeiro, mas também político, e está ligada à identidade europeia e a 60 anos de paz no continente.

"Nunca - ouçam-me com atenção -, nunca vamos voltar as costas ao euro, nunca vamos abandoná-lo", disse Sarkozy, afirmando que falava também pela chanceler alemã, Angela Merkel. Ele garantiu que a Europa já está passando por duras reformas e por novos arranjos que vão garantir a sobrevivência do euro.

No debate sobre regulação bancária, Sarkozy atacou a falta de regras e controles que esteve na origem da crise financeira global e James Dimon, chairman e principal executivo do JP Morgan, um dos maiores bancos do mundo, defendeu o papel das instituições financeiras.

Sarkozy lembrou que a falência do Lehman Brothers em setembro de 2008 deflagrou uma crise que levou dezenas de milhões de pessoas ao desemprego em diversos países, e isso "causou muita raiva". "O mundo ficou estupefato de ver um dos maiores bancos desabar como um castelo de cartas", criticou.

Brasil. Ricardo Villela Marino, presidente latino-americano do Itaú, que está participando do Fórum Econômico Mundial, observou ontem que o Brasil está muito sub-representado em Davos.

Enquanto China e Índia - países que, como o Brasil, estão na moda entre os investidores - têm delegações de governo e de empresários de muitas dezenas (mais de 100, no caso dos indianos), "o Brasil não tem nem dez", disse o executivo.

Marino lamentou a presença reduzida, pois, segundo ele, o interesse é enorme, e já respondeu a muitas indagações sobre o Brasil e como fazer negócios no País. O presidente do Panamá, Ricardo Martinelli, insistiu com Marino para que o Itaú abrisse uma agência no seu país.

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